O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nomeou nesta quinta-feira (03/09) Adam Telle como novo secretário interino do Exército após a saída de Daniel Driscoll no início da semana, em meio a relatos de tensões com o secretário de Defesa, Pete Hegseth.
“Ele é um Grande Patriota, respeitado por todos”, escreveu o mandatário em uma publicação da Truth Social.
I am pleased to announce that Adam Telle, the current Assistant Secretary of the Army for Civil Works, will become Acting Secretary of the Army, effective immediately. He is a Great Patriot, who is respected by all. Thank you for your attention to this matter! President DONALD J.… pic.twitter.com/T1iHXuDYw0
— Commentary Donald J. Trump Truth Social Posts On X (@TrumpTruthOnX) September 3, 2026
Mesmo dias após sua renúncia, Driscoll não deu explicações sobre a tomada de sua decisão. Seus atritos com Hegseth foram amplamente relatados pela imprensa nesta semana, enquanto aliados do então principal oficial do Exército haviam sido anteriormente demitidos pelo chefe do Pentágono. Entre os exonerados, o chefe do Estado-Maior do Exército, general Randy George.
De acordo com fontes familiarizadas citadas pela imprensa norte-americana, o relacionamento próximo entre Driscoll e o vice-presidente J.D. Vance, que estudaram juntos na Faculdade de Direito de Yael, representava uma ameaça a Hegseth, que interpretava como uma tentativa de contornar sua autoridade.
Adam Telle está no Escritório de Obras Civis do Exército desde agosto de 2025, segundo o site Legistorm. Antes disso, passou 20 anos trabalhando principalmente no Congresso para legisladores, incluindo como chefe de gabinete do senador republicano Bill Hagerty, do Tennessee, entre 2021 e 2025.
Durante o primeiro mandato presidencial de Trump, Telle teve um emprego por 18 meses na Casa Branca, sendo assistente especial do mandatário para assuntos legislativo. Além disso ,passou mais de uma década trabalhando para o falecido senador republicano Thad Cochran, do Mississippi.
Com o novo cargo, agora, Telle deve supervisionar a maior força de combate do país em um momento em que os Estados Unidos ainda seguem presos na guerra contra o Irã e forças militares significativas estão estacionadas no Oriente Médio. O conflito contra a nação persa já dura mais de sete meses e tem reduzido as capacidades militares norte-americanas em armas críticas, como os sistemas interceptadores de mísseis Patriot e Terminal High Altitude Area Defense (Thaad), que são operados pelo Exército.