Quinta-feira, 16 de abril de 2026
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou palavras ofensivas para se referir à Somália e aos imigrantes somalis durante uma coletiva dada após uma reunião de gabinete na Casa Branca, na noite desta terça-feira (02/12).

Em comentário sobre a parlamentar Ilhan Omar, representante da câmara baixa norte-americana que é nascida na Somália, o mandatário disse que a deputada “ela é lixo, os amigos dela são lixo, essas não são pessoas que trabalham”.

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Em outro momento, Trump se referiu à Somália como “um lugar onde as pessoas simplesmente andam por aí se matando”, e completou dizendo que “o país fede”.

Vistos suspensos

A declaração foi dada junto com um anúncio de uma lista de 19 países sancionados pelos Estados Unidos com a suspensão de todos os pedidos de trâmites migratórios suspensos, incluindo os de green card (cartão de residência) e cidadania norte-americana.

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A Somália é um dos dez países africanos que aparece na lista de sancionados, junto com Burundi, Chade, Eritreia, Guiné Equatorial, Líbia, República do Congo (Brazzaville), Sudão, Serra Leoa e Togo.

A lista também possui três países latino-americanos: Cuba, Haiti e Venezuela. Os demais seis sancionados são da Ásia: Afeganistão, Irã, Iêmen, Laos, Mianmar e Turcomenistão.

Presidente dos EUA suspendeu vistos para imigrantes de 19 países
Casa Branca

Somalis nos EUA

Sobre as ofensas de Trump à Somália e aos imigrantes somalis, vale recordar que o país do nordeste da África foi alvo de duas operações militares de grande escala realizadas pelos Estados Unidos nos Anos 90.

A primeira delas foi a Operação Restaurar a Esperança, entre dezembro de 1992 e maio de 1993, que tinha como justificativa combater a fome no país em meio a uma guerra civil.

A segunda foi a Operação Serpente Gótica, entre agosto e outubro de 1993, com a desculpa de capturar líderes militares de grupos guerrilheiros somalis.

Durante esse período, uma quantidade significativa de pessoas nascidas na Somália migrou para os Estados Unidos, incluindo Ilhan Omar, que nasceu em Mogadíscio, mas cuja família conseguiu residência nos Estados Unidos em 1995.

Desde 2017, Omar é membro da Câmara de Representantes dos Estados Unidos (câmara baixa), eleita pelo estado de Minnesota. Ela é militante do Partido Democrata.

Ademais, ela é mãe da ativista Isra Hisri, militante do movimento Black Lives Matter e de grupos defensores da causa ambiental.