Arquivos de Epstein revelam viagens de Trump com criminoso sexual
Novo lote do Departamento de Justiça dos EUA detalha voos entre 1993 e 1996, com presença de possível vítima em um deles
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos publicou nesta terça-feira (23/12) mais de 11 mil arquivos novos relacionados à rede de tráfico sexual e abuso infantil operada pelo bilionário Jeffrey Epstein, com imagens, vídeos, documentos e outros registros pertencentes ao falecido pedófilo.
Entre os arquivos divulgados, destaca-se um e-mail de 2020 que informa que o atual presidente dos EUA, Donald Trump, viajou nos aviões privados de Epstein ao menos oito vezes entre 1993 e 1996. Segundo a mensagem, em metade desses voos também estava presente a ex-namorada e cúmplice de Epstein, Ghislaine Maxwell.
O e-mail, datado de 7 de janeiro de 2020, com o remetente e o destinatário ocultados, tem como título: “RE: Registro de voos de Epstein”. Já a mensagem no corpo do texto diz que o republicano “é citado como passageiro em ao menos oito voos entre 1993 e 1996, incluindo quatro nos quais estava Maxwell“.
O conteúdo, citado pela BBC, é ainda mais revelador: “Em um voo em 1993, ele [Trump] e Epstein eram os únicos passageiros registrados. Em outro, os passageiros são Epstein, Trump e uma garota de 20 anos”.
Os documentos também revelam detalhes da operação secreta de Epstein, como fotos do passaporte austríaco falso encontrado em um cofre durante uma operação do FBI na casa do criminoso em Manhattan, em 2019, após sua prisão por acusações federais de tráfico sexual.
O passaporte fraudulento traz a foto de Epstein junto com o nome Marius Robert Fortelni. Emitido em 21 de maio de 1982, indica sua residência na Arábia Saudita e sua profissão como “gerente”. Contém diversos carimbos comprovando viagens a Paris e Nice, na França; Málaga, na Espanha; Londres, no Reino Unido; e Arábia Saudita, principalmente ao longo de 1982, e algumas também em 1983.
No final de novembro, Trump sancionou o projeto de lei que determina a divulgação de todos os arquivos – uma medida aprovada pelo Congresso que ele não poderia vetar sem grande custo político, ainda que ele próprio apareça em diversos materiais do caso, incluindo fotografias, vídeos e até caricaturas de seu rosto em preservativos.
























