Segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
APOIE
Menu

O cantor porto-riquenho Bad Bunny criticou duramente o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) no domingo (01/02) ao receber o prêmio Grammy de Melhor Álbum de Música Urbana por seu álbum DeBÍ Tirar Más Fotos.

Durante o discurso de agradecimento, o músico declarou: “antes de agradecer a Deus, vou dizer Fora ICE! Não somos selvagens, não somos animais, não somos estrangeiros. Somos seres humanos e somos americanos”.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

“A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor”, afirmou o porto-riquenho, incentivando seus seguidores a “serem diferentes”. “Se lutarmos, temos que lutar com amor. Nós não os odiamos”, expressou. “Amamos nosso povo. Amamos nossa família, e é assim que se faz. Com amor. Não se esqueçam disso, por favor”, concluiu Bad Bunny.

Ao receber o Grammy de Melhor Performance de R&B por Folded, a cantora Kehlani disse “foda-se o ICE” em seu discurso de agradecimento, após encorajar outros artistas “a se manifestarem contra toda a injustiça que está acontecendo no mundo agora”.

A cantora Olivia Dean, que ganhou o prêmio de Melhor Artista Revelação, também usou seu discurso para celebrar os imigrantes, afirmando: “Sou neta de imigrantes, sou fruto dessa coragem. Vida longa aos imigrantes!”.

A cubana Gloria Estefan, ao levar o prêmio de Melhor Álbum Tropical Latino com Raíces, disse estar “assustada” com a repressão de Donald Trump à imigração ilegal desde seu retorno à Casa Branca, classificando suas ações como “desumanas”.

Billie Eilish, por sua vez, afirmou durante seu discurso “ninguém é ilegal numa terra roubada”. A cantora ganhou o prêmio de Canção do Ano por Wildflower.

“É muito difícil saber o que dizer e o que fazer neste momento”, continuou a artista. “Temos de continuar a lutar, a protestar e a falar”, incentivou, terminando com um “que se lixe o ICE” que a emissora norte-americana CBS censurou, tirando o som na transmissão ao vivo.

Justin Vernon, fundador do Bon Iver, disse à Variety no tapete vermelho do Grammy que também estava usando um broche de apito “para homenagear os observadores em Minneapolis, que ‘apitam quando veem a imigração entrar'”, acrescentando: “Eles estão lá para proteger sua comunidade e vêm fazendo isso há semanas. É ótimo parar aqui e celebrar a música e o poder da música, mas o trabalho de verdade está nas ruas de Minneapolis agora, e estou aqui para homenageá-los”.

Shaboozey, que ganhou seu primeiro Grammy ao levar para casa o prêmio de Melhor Performance Country em dupla/grupo (Amen com Jelly Roll), usou seu discurso de agradecimento para defender os imigrantes.

“Os imigrantes construíram este país, literalmente. Então, isto é para eles, para todos os filhos de imigrantes”, disse ele. “Isto também é para aqueles que vieram para este país em busca de uma oportunidade melhor, de fazer parte de uma nação que prometeu liberdade para todos e igualdade de oportunidades para todos que estivessem dispostos a trabalhar por isso. Obrigado por trazerem sua cultura, sua música, suas histórias e suas tradições para cá. Vocês dão cor à América. Amo muito vocês”.

Samara Joy também disse à Variety no tapete vermelho que estava usando um broche com a inscrição “fora ICE” porque “agora não é hora de ficar muito triste ou desanimada com o que está acontecendo, mas sim de falar e defender aqueles que não podem no momento. É o mínimo que eu posso fazer… Quero me posicionar. Não quero chamar a atenção para mim o tempo todo sem reconhecer a humanidade de todas as pessoas que estão passando por tragédias ao redor do mundo. Quero falar por aqueles que não podem.”

Artistas como Joni Mitchell e Margo Price também foram vistas usando broches com escrito “Fora ICE” para demonstrar solidariedade aos protestos contra o ICE que estavam ocorrendo nos Estados Unidos, especialmente em Minneapolis, após os assassinatos de Renee Good e Alex Pretti.