Quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026
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O cantor Bruce Springsteen, uma das vozes mais críticas a Donald Trump no mundo da música, lançou nesta quarta-feira (28/01) uma canção de protesto dedicada a Renee Good e Alex Pretti, dois civis mortos a tiros por agentes do Serviço de Imigração e Controle Alfandegário dos EUA (ICE) em Minneapolis nas últimas semanas.

 

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Na música Streets of Minneapolis, Springsteen critica duramente o presidente republicano e a invasão da cidade por agentes do ICE.

Em suas redes sociais, ele declarou: “Escrevi esta música no sábado, gravei-a ontem e lancei-a hoje em resposta ao terrorismo de Estado que assola a cidade de Minneapolis. É dedicada ao povo de Minneapolis, aos nossos vizinhos imigrantes inocentes e à memória de Alex Pretti e Renee Good”.

Nos versos iniciais, o cantor e compositor critica o “Rei Trump” e seu “exército particular” do Departamento de Segurança Interna que se infiltraram na cidade. Em seguida, Springsteen se refere aos agentes do ICE e da Patrulha da Fronteira como “bandidos federais” que assassinaram Alex Pretti, deixado “estendido na neve, morto”.

A letra também ataca a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, e o ex-conselheiro de Segurança Nacional Stephen Miller e suas “mentiras sujas” – uma referência às alegações do governo de que os agentes atiraram em legítima defesa.

Renee Good, mãe de três filhos, foi morta em 7 de janeiro por agentes do ICE, enquanto Alex Pretti, enfermeiro de UTI, foi baleado e morto por agentes da Patrulha da Fronteira em 24 de janeiro. Ambos os casos provocaram indignação nacional, enquanto autoridades do governo Trump tentavam justificar as mortes alegando “legítima defesa”.

Os nomes das vítimas ecoam na música, como no verso: “E havia pegadas ensanguentadas / Onde deveria ter havido misericórdia / E dois mortos deixados para morrer em ruas nevadas / Alex Pretti e Renee Good”.

A letra aborda o medo generalizado sob o governo Trump, com o ICE ameaçando imigrantes e residentes. Em trechos como “Agora eles dizem que estão aqui para fazer cumprir a lei / Mas eles pisoteiam nossos direitos / Se sua pele é preta ou marrom, meu amigo / Você pode ser interrogado ou deportado…”, Springsteen denuncia a seletividade racial da repressão, entremeada com coros de “fora ICE”.

Esta não é a primeira investida de Springsteen. Ele já havia criticado Trump e o ICE em 17 de janeiro, durante uma aparição surpresa no Light of Day Winterfest, em Nova Jersey. Na ocasião, ao apresentar sua canção de 1978, ‘The Promised Land’, o roqueiro exigiu que o ICE “saísse de Minneapolis”.