Terça-feira, 6 de outubro de 2026
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Em um dia marcado por uma intensa agenda para os jornalistas que cobrem a Casa Branca, o governo dos Estados Unidos finalmente restabeleceu nesta quinta-feira (24/09) o acesso de profissionais da CNN, MS NOW e Politico à sede presidencial. A medida ocorreu horas após um juiz federal considerar provavelmente inconstitucional a proibição imposta pelo presidente Donald Trump aos três veículos e determinar a retomada imediata das credenciais de imprensa.

A decisão do juiz distrital Tim Kelly, emitida durante a madrugada, determinou a suspensão da proibição por 14 dias, enquanto tramita o processo movido pelos três veículos contra Trump e integrantes de seu governo. O magistrado afirmou que a retirada das credenciais provavelmente violou os direitos constitucionais das organizações ao devido processo legal.

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Porém, mesmo depois da ordem judicial, jornalistas das três empresas continuaram enfrentando restrições para entrar na Casa Branca durante parte da manhã. A situação levou os veículos a solicitarem uma audiência de emergência perante Kelly.

A Politico informou que as credenciais de seus repórteres haviam sido confiscadas. Uma jornalista da MS NOW disse ter sido impedida de entrar na Casa Branca, enquanto a CNN afirmou que alguns de seus funcionários tiveram o acesso negado às dependências do complexo presidencial.

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Em resposta à solicitação dos veículos, a Casa Branca informou à Justiça que já havia iniciado o processo para devolver as credenciais. Segundo Micah Stopperich, diretor de operações de imprensa da Casa Branca, o procedimento começou às 7h25 e os crachás foram deixados no portão de entrada para serem retirados pelos jornalistas por volta das 9h55.

A disputa teve como origem uma decisão anunciada por Trump na última sexta-feira (18/09). Na plataforma Truth Social, o presidente afirmou que CNN, MS NOW e Politico não deveriam poder publicar ou divulgar o que classificou como “ficção e mentiras” durante a cobertura da Presidência. Trump também apresentou a medida como uma questão relacionada à segurança nacional.

Os três veículos recorreram à Justiça e alegaram que a proibição violava a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que protege a liberdade de expressão e de imprensa, além do direito ao devido processo legal.

Na decisão, Kelly também colocou em dúvida a justificativa de segurança nacional apresentada pelo governo. O juiz observou que o próprio Trump havia associado publicamente a restrição ao conteúdo das reportagens dos veículos, e não apenas a supostos riscos à segurança.

“O processo carece de respaldo factual para a alegação dos réus de que a revogação dos passes permanentes dos autores protegerá de fato a segurança nacional ou que a segurança nacional estará em risco se o tribunal ordenar o restabelecimento de seus passes enquanto este litígio estiver em andamento”, escreveu o magistrado.

Casa Branca, em Washington, onde jornalistas da CNN, MS NOW e Politico tiveram o acesso restabelecido após decisão judicial contra a restrição imposta pelo governo Trump.
Casa Branca, em Washington, onde jornalistas da CNN, MS NOW e Politico tiveram o acesso restabelecido após decisão judicial contra a restrição imposta pelo governo Trump < br / > The White House

Acusações

Em um documento apresentado na terça-feira (22/09), o Departamento de Justiça havia acusado os três veículos de ameaçarem a segurança nacional por meio de sua cobertura. O governo citou reportagens sobre os estoques de mísseis dos Estados Unidos, a construção do salão de baile da Casa Branca e a participação dos veículos na recente convenção republicana de meio de mandato.

Uma coalizão de organizações de defesa da liberdade de imprensa e dezenas de empresas jornalísticas, entre elas a Reuters, apresentou um parecer à Justiça em apoio aos veículos.

Segundo o advogado que representa os três veículos,Theodore Boutrous, a decisão judicial defendia a liberdade de imprensa, o devido processo legal e o Estado de Direito.

No entanto, a reação à proibição,  ultrapassou os três veículos diretamente atingidos. Jornalistas de outras organizações que compartilham recursos para acompanhar a agenda presidencial decidiram não registrar ou distribuir determinados eventos enquanto CNN, MS NOW e Politico permanecessem sem acesso à Casa Branca.

O movimento ocorreu em meio a uma semana de intensa atividade para a imprensa que acompanha Trump. O presidente discursou nas Nações Unidas e recebe

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