Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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O juiz federal de Nova York, Richard M. Berman, atendeu nesta quarta-feira (10/12) o pedido do Departamento de Justiça (DOJ, em sua sigla em inglês) para divulgar transcrições secretas do júri da investigação federal de 2019 sobre o caso envolvendo o empresário Jeffrey Epstein, condenado por montar e administrar um esquema de tráfico sexual e prostituição infantil.

A decisão foi aprovada por meio da Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, que exige do DOJ a publicação dos registros em formato acessível até o dia 19 de dezembro. Porém, Berman afirmou que “a privacidade das vítimas é fundamental”, enfatizando a necessidade de uma supervisão das informações antes da divulgação, visando proteger as pessoas afetadas pelos crimes.

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À rede norte-americana CNN, o deputado Ro Khanna, representante do Partido Democrata no estado da Califórnia e coautor da Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, declarou que a decisão do juiz federal sobre o caso demonstra que “a democracia norte-americana ainda funciona”.

“Três juízes que, no passado, haviam dito que não se podia divulgar depoimentos do grande júri nem ordens de proteção, agora estão decidindo que é preciso cumprir as determinações do Congresso”, afirmou Khanna.

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Geoff Livingston / Flickr / Wikimedia Commons

O parlamentar acrescentou que “esses arquivos serão divulgados, o que me dá esperança de que veremos uma ampla transparência no processo”.

Ghislaine Maxwell

Além disso, nesta terça-feira (09/12), o juiz Paul A. Engelmayer ordenou a publicação de documentos, depoimentos e provas relativos ao caso de tráfico sexual envolvendo Ghislaine Maxwell.

Pincipal assessora de Epstein, Maxwell foi condenada por tráfico sexual de menores em dezembro de 2021 e cumpre pena de 20 anos de prisão.

Com informações do The Guardian.