Sábado, 31 de janeiro de 2026
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A indignação na Dinamarca com as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de tomar a Groenlândia chegou às prateleiras dos supermercados, com alguns consumidores optando por boicotar produtos norte-americanos.

O boicote tem sido promovido com a ajuda de novos aplicativos que permitem que os consumidores escaneiem itens alimentícios usando o smartphone para verificar sua origem.

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Um desses aplicativos, o UdenUSA (“Sem EUA”), foi desenvolvido pelo dinamarquês Jonas Pipper, de 21 anos, e seu amigo Malthe Hensberg. A ideia surgiu no ano passado, quando o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou a sério pela primeira vez assumir o controle da Groenlândia, um território semiautônomo pertencente à Dinamarca.

As tensões geraram uma onda de protestos na Dinamarca e resultaram na criação de um grupo no Facebook dedicado ao boicote de produtos norte-americanos. O grupo tem atualmente mais de 100 mil membros em um país de cerca de 6 milhões de habitantes.

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Pipper afirmou que muitos consumidores estavam ansiosos para parar de comprar alimentos dos EUA, mas com frequência achavam difícil identificar a origem dos produtos nos supermercados. O aplicativo visa resolver esse problema, sinalizando o país de origem e sugerindo alternativas de produtores europeus. Nesta quarta-feira (21/01), o UdenUSA ficou em primeiro lugar entre os aplicativos gratuitos na App Store da Dinamarca.

Dinamarqueses protestam contra planos de ocupação da Groenlândia por Donald Trump
X/Antifa_Ultras

Impacto econômico ainda incerto

Iniciativas semelhantes surgiram no ano passado, tornando-se para muitos dinamarqueses uma forma de manifestar sua oposição às políticas comerciais dos EUA. Algumas redes de supermercados marcaram produtos de origem europeia com uma estrela na etiqueta de preço para facilitar a identificação.

Contudo, o impacto geral do boicote permanece incerto. A economia da Dinamarca é relativamente pequena e apenas um número limitado de produtos alimentícios é importado diretamente dos EUA.

Mesmo que um número significativo de consumidores evite produtos norte-americanos, é improvável que isso resulte em consequências econômicas ou políticas significativas, disse Sascha Raithel, professor de marketing da Universidade Livre de Berlim.