Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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O Departamento de Justiça dos Estados divulgou nesta terça-feira (06/01) que mais de 2 milhões de documentos relacionados ao caso do empresário Jeffrey Epstein não foram divulgados, ou seja menos de 1% dos documentos foram publicados, segundo revelou um documento judicial.

Até o momento, 12.285 documentos, equivalentes a aproximadamente 125.757 páginas, já foram disponibilizados ao público. O Departamento de Justiça afirmou que “apesar do trabalho e do comprometimento demonstrados pelos advogados do departamento até agora na revisão, ainda há muito trabalho a ser feito”.

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Contudo, o Departamento de Justiça não cumpriu o prazo estabelecido pela chamada Lei de Transparência dos Arquivos Epstein previa a divulgação integral do material até, no máximo, o dia 19 de dezembro.

Entretanto, os documentos fornecidos ofereceram algumas informações sobre os crimes Epstein que foram entregues por sua assessora Ghislaine Maxwell, que atualmente cumpre uma pena de 20 anos por tráfico sexual de menores, e que não incluíam nenhuma nova revelação.

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Na segunda-feira (05/01), a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi enviou uma procuração contendo cinco páginas a Paul Engelmayer, juiz federal de Nova York, responsável pelo caso, afirmando que  cerca de 400 advogados estão envolvidos na revisão detalhada dos documentos, com o objetivo de identificar e proteger “informações que possam levar à identificação das vítimas”.

No entanto, os democratas buscam pressionar o Departamento de Justiça em relação aos documentos de Epstein, apesar do sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, dominar o noticiário global.

Segundo o jornal The Guardian, em uma postagem na rede social X nesta segunda, o líder da minoria no Senado, Chuck Schumer acusou o Departamento de Justiça de não apresentar ao Congresso uma lista completa e sem cortes “de todos os funcionários do governo e pessoas politicamente expostas” nomeadas ou mencionadas no arquivo.

De acordo com Schumer, os documentos divulgados até o momento foram censurados e não constavam “nenhum dos documentos principais, nem novas informações sobre os 10 supostos cúmplices de Epstein”.

(*) Com The Guardian e Ansa