Quarta-feira, 4 de março de 2026
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Doze professores, funcionários e alunos da Universidade Columbia foram detidos nesta quinta-feira (05/02) durante um protesto que exigia mais proteção aos estudantes internacionais e denunciava as medidas restritivas do presidente Donald Trump em relação à imigração.

As prisões dos manifestantes, que estavam sentados em uma faixa de pedestres na Broadway e vestindo camisetas iguais com a inscrição “Campus Santuário Já”, ocorreram pouco antes das 16h (horário local), após repetidos avisos da polícia.

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De acordo com o New York Times (NYT), Mila Rosenthal, de 58 anos, professora adjunta de assuntos internacionais e públicos, estava entre aqueles que optaram por ser presos como um ato de desobediência civil. “Estamos vendo o que está acontecendo em Minneapolis, todo esse terror que o ICE [Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA] está semeando lá”, disse ela antes de ser presa, referindo-se à agência de Imigração e Alfândega. “E não há razão para que Columbia não possa dizer: ‘Isso acaba aqui’.”

Uma porcentagem considerável do corpo discente da Columbia vem de fora dos Estados Unidos, e ela disse que a Columbia precisa fazer mais para que esses alunos se sintam seguros. “Este é um momento assustador para estar nos Estados Unidos, independentemente do status do visto, e eles se sentem muito vulneráveis”, disse ela.

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O protesto, que chegou a atrair cerca de 150 pessoas, foi organizado em parte por um grupo de professores e funcionários chamado CU Stands Up, que vem realizando vigílias semanais contra o ICE em frente aos portões da Universidade Columbia há 40 semanas. Juntamente com estudantes ativistas, o grupo decidiu intensificar suas táticas esta semana devido à violência em Minneapolis — incluindo o assassinato de dois cidadãos norte-americanos por agentes do ICE — e em todo o país.

Os organizadores do protesto disseram que foram acusados ​​de recusa em dispersar e obstrução do tráfego de veículos e foram liberados algumas horas depois, com instruções para comparecer ao tribunal em 23 de fevereiro.

A Universidade Columbia tem afirmado repetidamente que protege os alunos o máximo possível dentro da lei, que não colabora com o ICE e que oferece apoio aos estudantes internacionais.

“Nenhum membro da administração da Columbia ou do conselho de curadores jamais solicitou a presença de agentes do ICE no campus ou em suas proximidades”, disse Samantha Slater, porta-voz da universidade. “Essa afirmação é completamente falsa”, acrescentou segundo o NYT.

 

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