Quinta-feira, 15 de janeiro de 2026
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O governo Trump divulgou um comunicado nesta quarta-feira (07/01) retirando o país de 66 organizações internacionais, entre elas, 31 entidades vinculadas às Nações Unidas.

Nas redes sociais, sob o título “América Primeiro”, a Casa Branca anunciou a medida: “hoje, o presidente Donald J. Trump assinou um Memorando Presidencial ordenando a retirada dos Estados Unidos de 66 organizações internacionais que não servem mais aos interesses americanos, incluindo: 35 organizações não da ONU; 31 entidades da ONU”.

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O comunicado divulgado no site da Casa Branca afirma que a decisão decorre de uma revisão interna sobre a participação do país em instituições multilaterais. O governo Trump alega que essas 66 entidades atuam de forma contrária aos interesses de Washington e que a revisão busca redirecionar os recursos para iniciativas alinhadas às prioridades do país.

À agência Reuters, a Casa Branca declarou que essas organizações promovem “políticas climáticas radicais, governança global e programas ideológicos que conflitam com a soberania e a força econômica dos Estados Unidos”.

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Entre as entidades que não contarão mais com aportes dos EUA está a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), promotora da COP-30, sediada pelo Brasil, em Belém no ano passado.

EUA anunciam saída de 66 organismos internacionais; metade pertence ao sistema ONU
Molly Riley / White House

Entidades prejudicadas

Os Estados Unidos também deixam de participar de outras entidades do sistema ONU como o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais; o Conselho Econômico e Social da ONU (ECOSOC), a Comissão de Direito Internacional; o Centro de Comércio Internacional, a Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento e a Universidade da ONU.

Outras entidades também foram prejudicadas como o Pacto de Energia Livre de Carbono, o Conselho do Plano de Colombo, a Comissão de Cooperação Ambiental, o Instituto Interamericano de Pesquisas em Mudanças Globais, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, o Fórum Internacional de Energia e a Organização Internacional de Madeira Tropical.

A decisão segue à suspensão anterior da participação norte-americana em organismos como a Organização Mundial da Saúde (OMS), a UNRWA, o Conselho de Direitos Humanos da ONU, a UNESCO, além de sua saída do Acordo de Paris.

‘Golpe verde’

Em várias ocasiões, o presidente dos Estados Unidos reiterou sua oposição contrária às entidades climáticas. Em sua participação na Assembleia Geral da ONU, em setembro do ano passado, Trump afirmou que “a energia verde é um golpe” e que “a imigração e o alto custo da chamada energia renovável verde estão destruindo grande parte do mundo livre e do planeta”.

Ao The Guardian, o ex-vice-presidente dos Estados Unidos e ativista climático Al Gore lamentou a decisão, apontando que “a administração Trump tem virado as costas para a crise climática desde o primeiro dia”.

Ele citou a remoção dos Estados Unidos do Acordo de Paris, o desmonte da infraestrutura científica norte-americana, a restrição do acesso a dados sobre emissões de gases de efeito estufa e o encerramento de investimentos essenciais na transição para energia limpa.

“Eles fizeram isso a mando da indústria do petróleo, para que bilionários possam arrecadar ainda mais dinheiro enquanto poluem nosso planeta e colocam pessoas em perigo nos Estados Unidos e ao redor do mundo”, afirmou.