Quinta-feira, 13 de agosto de 2026
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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, cassado em 2025, recebeu do governo dos Estados Unidos o chamado “green card” documento que serve como visto de permanência e permite ao político de extrema direita viver por tempo indeterminado no território do país.

A informação foi veiculada nesta segunda-feira (20/07) pelo jornal Folha de São Paulo, em matéria que reproduziu uma cópia do documento entregue ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2023).

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Em entrevista ao site Metrópoles, após a informação sobre o green card ter sido tornada pública, o ex-parlamentar agradeceu ao governo norte-americano e fez alusão a que não teria sido ajudado por uma decisão política do presidente de extrema direita Donald Trump, alegando que “seguiu o processo, atendi os critérios e agora chegou o resultado”.

“Eu vim para os Estados Unidos para passar apenas alguns dias e acabei tendo que me exilar aqui por conta da perseguição no Brasil. Sinto-me seguro, pois aqui os abusos do (ministro do STF) Alexandre (de Moraes) não valem de nada”, frisou.

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Condenação

Eduardo Bolsonaro está vivendo nos Estados Unidos desde março de 2025, sob a alegação de que estaria mantendo contatos políticos com o governo norte-americano. O político nunca mais voltou ao território brasileiro, onde tem um mandado de prisão expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Em 16 de junho de 2026, a Primeira Turma do STF considerou o ex-deputado culpado pelos crimes de tentativa de obstrução da Justiça e de coação, ambos relacionados ao processo da trama golpista que foi liderada por seu pai – de acordo com sentença do mesmo tribunal.

A sentença de Eduardo é de quatro anos e dois meses de prisão no regime semiaberto, pagamento de multa de cinquenta dias-multa – cada dia-multa equivalente a dois salários mínimos, totalizando 162 mil reais – e inelegibilidade por 12 anos – o que significa que ele só poderia voltar a ser candidato em 2038.