Terça-feira, 23 de junho de 2026
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Um grupo de deputados dos Estados Unidos emitiu na sexta-feira (12/06) uma declaração na qual rejeita os posicionamentos públicos do governo de Donald Trump, acusando-o de interferir no processo eleitoral da Colômbia. A carta foi liderada pelo deputado Jim McGovern e apoiada por outros 19 parlamentares da Câmara.

Segundo eles, as “ações de Trump e outros membros do Congresso para endossar, promover ou inclinar a balança a favor de um determinado candidato são prejudiciais aos direitos democráticos do povo colombiano”.

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“Apoiamos de todo coração o direito do povo colombiano de exercer suas liberdades democráticas”, afirma o texto. “O direito de escolher esse presidente pertence ao povo da Colômbia, e somente ao povo colombiano”.

A declaração veio após o presidente norte-americano manifestar seu apoio ao candidato de extrema direita Abelardo De la Espriella, que obteve 43% dos votos no primeiro turno do pleito realizado em 31 de maio. Por sua vez, Iván Cepeda, representante de esquerda do Pacto Histórico governista, recebeu 40% dos votos. O segundo turno está marcado para 21 de junho.

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Em 2 de junho, o republicano expressou apoio a De la Espriella, descrevendo-o como um líder “inteligente, forte e determinado”. De acordo com Trump, uma eventual vitória do ultradireitista conduziria a Colômbia ao crescimento econômico e fortaleceria a cooperação bilateral.

“Parabéns ao candidato à presidência da Colômbia ‘El Tigre (O Tigre)’, Abelardo de la Espriella, um líder inteligente, forte e determinado, por sua vitória decisiva no primeiro turno das eleições presidenciais colombianas! Abelardo luta incansavelmente por seu grande país e seu povo, assim como eu amo os Estados Unidos da América”, escreveu pela rede Truth Social, na ocasião.

Em resposta a essas declarações, os congressistas norte-americanos apontaram que tais ações representam uma interferência negativa na soberania da Colômbia, lembrando que os Estados Unidos historicamente mantiveram uma relação de “amizade e parceria” com a nação sul-americana.

A publicação da declaração coincidiu com a decisão do governo dos Estados Unidos de suspender uma reunião programada entre o atual presidente Gustavo Petro e o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, argumentando que tal encontro poderia contrariar as condições estabelecidas para a entrada do líder colombiano em território norte-americano.

(*) Com Telesur