Terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
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Um drone de vigilância do Irã que se aproximou do USS Abraham Lincoln, porta-aviões norte-americano, foi derrubado pelo Exército dos Estados Unidos nesta terça-feira (03/02), segundo a agência Reuters.

A informação foi confirmadaem comunicado divulgado pelo Exército dos Estados Unidos, e também pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, em entrevista ao canal de notícias Fox News.

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Segundo comunicado divulgado pelo Exército norte-americano, um caça F-35C do USS Abraham Lincoln derrubou um drone iraniano após ação “em legítima defesa, para proteger o porta-aviões e a tripulação a bordo”.

A nota da entidade militar norte-americana foi assinada pelo porta-voz do Comando Central de Exército dos Estados Unidos, capitão Tim Hawkins.

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Outro lado

De acordo com veículos noticiários iranianos o drone concluiu uma “missão de vigilância em água internacionais”.

Em janeiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que iria enviar um navio para a costa do Irã, em meio à tensão entre os dois países em razão de um acordo de não proliferação de armamentos nucleares.

O Irã, no entanto, diverge dos termos do acordo, que exigem o fim do enriquecimento de urânio. Teerã afirma que o programa nuclear tem fins pacíficos, enquanto autoridades norte-americanas sustentam que o enriquecimento pode ser utilizado na produção de armas nucleares.

Segundo o porta-voz do Comando Central dos EUA, capitão Tim Hawkins o caça abateu o drone “em legítima defesa”
U.S. Navy / X

Tensão na região

Vale ressaltar que os recentes incidentes no Golfo Pérsico elevaram a tensão na região, interrompendo um breve período de alívio após sinais de reaproximação entre Estados Unidos e Irã.

Nesse contexto, estava previsto para esta sexta-feira (06/02) um encontro entre delegações dos dois países, embora a escalada recente de tensões e a pressão política interna em ambos os lados coloquem a realização da reunião em dúvida, segundo relatos da imprensa árabe e norte-americana.

Ainda nesta terça-feira, o site norte-americano Axios afirmou que autoridades iranianas planejam mudar o local da reunião para Omã, país que sediou negociações entre representantes dos dois países no ano passado.

Segundo a publicação, o Irã também defende vetar a presença de representantes de outras nações, como a Turquia e monarquias do Golfo.