Quarta-feira, 7 de outubro de 2026
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Os governos dos Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia formalizaram nesta terça-feira (22/09) um acordo que amplia a presença militar norte-americana na ilha e reforça a cooperação em segurança no Ártico. A assinatura ocorreu em Nova York, no edifício da Organização das Nações Unidas (ONU), pouco após discurso do presidente estadunidense Donald Trump na Assembleia Geral.

Durante a fala, Trump afirmou que os Estados Unidos pretendem instalar duas novas bases militares na Groenlândia, uma no sul e outra na costa leste. Segundo o presidente, a expansão norte-americana contribuirá para a segurança dos EUA e da Europa e fortalecerá a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

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O documento foi assinado por Trump, pela primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, e pelo primeiro-ministro groenlandês, Jens-Frederik Nielsen. Durante a cerimônia, Nielsen afirmou que o acordo demonstra a responsabilidade da Groenlândia com a segurança da América do Norte e do espaço transatlântico.

“Somos, temos sido e continuaremos sendo um amigo fiel dos Estados Unidos e parte da aliança ocidental. Sua segurança é a nossa segurança, e a nossa segurança é a sua segurança”, disse.

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O acordo foi negociado durante meses entre Washington, Copenhague e Nuuk. Na semana passada, Trump afirmou que o texto garantiria aos Estados Unidos “controle permanente” sobre a segurança da Groenlândia. O Departamento de Estado também informou que o entendimento impede a instalação de bases militares russas ou chinesas na ilha.

Segundo a Reuters, as novas instalações devem ficar em Narsarsuaq, no sul, e Mestersvig, na costa leste. Narsarsuaq abrigou uma antiga base norte-americana, fechada na década de 1950. Mestersvig é utilizado atualmente pela Patrulha de Trenós Puxados por Cães Sirius, unidade de forças especiais dinamarquesa.

Meses de tensão

O acordo encerra, ao menos parcialmente, um período de tensão entre Washington e Copenhague. No início do ano, Trump chegou a ameaçar anexar a Groenlândia e afirmou que buscava obter “controle total e completo” sobre o território autônomo dinamarquês. O presidente também disse que qualquer solução que não envolvesse a posse norte-americana da ilha seria “inaceitável”.

Desde então, autoridades dos três governos mantiveram reuniões para discutir segurança, investimentos e a presença militar dos EUA. Além disso, nas negociações, Washington também pressionou para obter poder de veto sobre grandes projetos de investimento na Groenlândia, com o objetivo de limitar a atuação de países como Rússia e China.

Nesta segunda-feira (21/09), Frederiksen afirmou que o pacto preserva a soberania do reino dinamarquês e reconhece o direito dos groenlandeses à autodeterminação. Para a primeira-ministra, o acordo também beneficia a segurança do Ártico, os países nórdicos, a OTAN e a Europa.

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