Segunda-feira, 8 de junho de 2026
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Tramita no Congresso dos Estados Unidos uma proposta que defende a revisão da legislação de segurança e defesa do país, com o objetivo de questionar os dispositivos que baseiam a cooperação militar do país norte-americano com Israel.

A iniciativa é promovida por um grupo bipartidário, liderado por Ro Khanna, do Partido Democrata, e por Thomas Massie, do Partido Republicano.

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Segundo os parlamentares, a proposta visa identificar políticas que sejam consideradas excessivamente favoráveis ​​a Israel, a ponto de afetar os interesses nacionais dos Estados Unidos.

De acordo com Massie, é tarefa do Legislativo “questionar, e eventualmente substituir esses dispositivos, priorizando diretrizes mais condizentes com asa demandas da sociedade norte-americana, e que não firam a soberania nacional”.

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Um dos dispositivos que o grupo pretende revisar é a Seção 224, que propõe o fortalecimento da cooperação militar entre Washington e Tel Aviv por meio da designação de um “agente executivo” responsável por supervisionar o desenvolvimento tecnológico conjunto e a coordenação estratégica.

Os parlamentares críticos desse instrumento afirmam que ele estaria consolidando uma estrutura exclusiva de colaboração tecnológica e bélica entre os dois países, que teria jurisdição em áreas que poderiam afetar o interesse nacional norte-americano, e propuseram uma emenda para eliminá-lo.

Frente pela revisão dos acordos entre EUA e Israel no Congresso possui membros dos partidos Democrata e Republicano
WikiMedia Commons

Contudo, a iniciativa enfrenta resistência das bancadas parlamentares alinhadas com os interesses de Israel. Uma das figuras atuantes nesse grupo é o Derrick van Orden, que defendeu a continuidade da cooperação, afirmando que “este acordo de segurança permitirá que os Estados Unidos se beneficiem das tecnologias israelenses avançadas”.

Em meio a esse debate, uma pesquisa do The New York Times em parceria com o Siena College revelou que 57% dos estadunidenses desaprovam a aliança entre o país e Israel por meio de apoio econômico e militar.