Segunda-feira, 20 de abril de 2026
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O governo dos Estados Unidos anunciou a abertura de investigação comercial contra 59 países e a União Europeia por suspeitas relacionadas ao uso de trabalho forçado em cadeias produtivas. O Brasil consta na lista de investigados.

A medida foi divulgada nesta quinta-feira (12/03) pela Representação de Comércio dos EUA (USTR) e visa verificar práticas que podem configurar concorrência desleal no comércio internacional, examinando possíveis irregularidades trabalhistas e se os produtos importados pelos Estados Unidos estão sendo fabricados com uso de trabalho forçado, o que é considerado ilegal pelas normas comerciais do país.

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Caso sejam confirmadas as irregularidades, o processo poderá resultar em restrições à importação e outras medidas, incluindo a cobrança de taxas. A medida é vista como uma alternativa encontrada pela Casa Branca, após a Suprema Corte ter bloqueado a política tarifária do presidente norte-americano, Donald Trump, em 20 de fevereiro.

A verificação das cadeias globais de produção independe do alinhamento diplomático com Washington,  e engloba diversos aliados estratégicos dos Estados Unidos, como Israel, Arábia Saudita, El Salvador, Argentina e os países da União Europeia.

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Molly Riley / White House

O procedimento poderá envolver consultas com governos e análise de relatórios internacionais sobre as condições de trabalho nestes países. O objetivo, sustentam as autoridades norte-americanas, é garantir que produtos importados pelos Estados Unidos não resultem de práticas trabalhistas abusivas, garantindo uma concorrência justa para as empresas que respeitam normas internacionais.

Na lista estão Argélia, Angola, Argentina, Austrália, Bahamas, Bahrein, Bangladesh, Brasil, Camboja, Canadá, Chile, China, Cingapura, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, Egito, El Salvador, União Europeia, Guatemala, Guiana, Honduras, Hong Kong, Índia, Indonésia, Iraque, Israel, Japão, Jordânia, Cazaquistão, Kuwait, Líbia, Malásia, México, Marrocos, Nova Zelândia, Nicarágua, Nigéria, Noruega, Omã, Paquistão, Peru, Filipinas, Qatar, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul, Coreia do Sul, Sri Lanka, Suíça, Taiwan, Tailândia, Trinidad e Tobago, Turquia, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido, Uruguai, Venezuela e Vietnã.

No caso do Brasil, ainda não foram divulgados detalhes sobre quais setores ou produtos estariam sob análise.