Segunda-feira, 8 de junho de 2026
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O governo Trump planeja informar aos aliados da OTAN esta semana que reduzirá o conjunto de capacidades militares que os EUA teriam disponíveis para auxiliar as nações europeias da aliança em uma crise grave, disseram três fontes familiarizadas com o assunto à agência de notícias Reuters. É esperado ser anunciado nesta sexta-feira (22/05) em uma reunião de chefes de política de defesa em Bruxelas.

Segundo as fontes, o Pentágono decidiu reduzir significativamente seu compromisso com a estrutura conhecida como Modelo de Forças da OTAN, por meio da qual os países membros da aliança identificam um conjunto de forças disponíveis que poderiam ser acionadas durante um conflito ou qualquer outra crise importante, como um ataque militar contra um membro do bloco militar.

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O presidente dos EUA, Donald Trump, deixou claro que espera que os países europeus assumam a responsabilidade principal pela segurança do continente, antes exercida pelos Estados Unidos. A mensagem enviada aos aliados esta semana é um sinal concreto da implementação dessa política.

Ajustar o Modelo de Forças tornou-se uma prioridade fundamental para a equipe do chefe de políticas do Pentágono, Elbridge Colby, antes da próxima cúpula de líderes da OTAN, que acontecerá na Turquia em julho, acrescentou uma das fontes. Os EUA provavelmente serão representados por Alex Velez-Green, um assessor importante de Colby, disseram as fontes.

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Em resposta à movimentação, o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, afirmou em declarações à imprensa em Bruxelas que não estava autorizado a divulgar o próximo anúncio dos EUA, mas que a medida era “esperada”, visto que a aliança procura “acabar com a dependência excessiva… de um único aliado” para a sua defesa. “Era algo esperado, acho que é justo que aconteça”, disse Rutte.