EUA querem exigir cinco anos de histórico de redes sociais como critério de entrada no país
Novo plano proposto pelo governo de Trump se aplicaria até a visitantes de países que não precisam de visto e poderia afetar torcedores que pretendem ir à Copa
O governo dos Estados Unidos apresentou nesta terça-feira (09/12) um projeto sobre diretrizes alfandegárias para turistas que pretendem visitar o país, o qual, se for aprovado, obrigaria os visitantes a revelarem todas as suas atividades nas redes sociais nos cinco anos anteriores à sua chegada.
A proposta prevê uma alteração nos protocolos do Serviço de Alfândegas e Proteção de Fronteiras (CBP, por sua sigla em inglês), ligado ao Departamento de Segurança Interna (DHS), que passaria a exigir dos turistas seus endereços de e-mail, números de telefone, além de nomes, endereços, datas de nascimento e locais de nascimento de membros da família, incluindo filhos.
Segundo o jornal britânico The Guardian, a proposta foi divulgada em publicação oficial do governo norte-americano cujo texto afirma que as medidas se aplicariam a pessoas de todos os países, independentemente de precisarem de visto – o que incluiria visitantes de países que, atualmente, não precisam de visto para ingressar aos Estados Unidos, como Alemanha, Austrália, Japão e Reino Unido.
Ainda não há uma previsão sobre o tempo em que a proposta tardará em tramitar no Congresso norte-americano, mas caso ela seja aprovada no Legislativo e sancionada pelo presidente do país, Donald Trump, antes do mês de junho, estaria vigente durante a Copa do Mundo de 2026, que terá os Estados Unidos como sede principal – junto com México e Canadá –, quando se espera um grande fluxo de torcedores estrangeiros ao país.

Proposta do governo de Trump poderia afetar fluxo de turistas nos EUA durante a Copa do Mundo
CBP / Flickr
Vale acrescentar que a proposta não é a primeira iniciativa do segundo mandato de Trump a afetar os turistas que pretendem visitar os Estados Unidos.
No início do ano, em uma das primeiras determinações do novo mandato, o país passou a impor uma taxa de US$ 100 por pessoa por dia para visitar parques nacionais como Grand Canyon, Yellowstone e Death Valley.
Queda no turismo já acontece
O The Guardian também afirma que os Estados Unidos vêm registrando, desde o início do segundo governo de Trump, uma queda significativa no número de turistas estrangeiros que visitam o país.
As autoridades da Califórnia, um dos estados norte-americanos com maior fluxo de visitantes estrangeiros, preveem que 2025 terminará com uma queda de 9% nas visitas estrangeiras, e que pontos turísticos importantes como a Hollywood Boulevard (em Los Angeles) teve 50% menos público durante o verão (que, no hemisfério norte, acontece entre junho e setembro).
Com informações do The Guardian.























