Exonerado por Hegseth, general Randy George diz que Exército dos EUA merece 'líderes de caráter'
Chefe do Estado-Maior do Exército foi demitido em meio a conflito contra o Irã; mais de uma dúzia de oficiais de alta patente foram removidos desde que Trump assumiu
O general Randy George, exonerado esta semana do cargo de Chefe do Estado-Maior do Exército dos Estados Unidos pelo Secretário da Guerra Pete Hegseth, afirmou em uma carta de despedida, citada neste domingo (05/04) pela mídia local, que a instituição merece “líderes de caráter”.
Na mensagem, compartilhada no Reddit e confirmada por uma fonte militar ao The Hill, George agradeceu a todos pelo apoio e pediu aos soldados que permanecessem “focados na missão”.
A saída do General Randy George faz parte de uma série de mudanças ordenadas pelo Secretário da Guerra em meio ao conflito contra o Irã. O Secretário Hegseth solicitou a renúncia imediata de George na última quinta-feira. No mesmo dia, o Major-General William Green, Chefe dos Capelães do Exército, e o General David Hodne, Diretor do Comando de Transformação e Treinamento, também foram exonerados.
Essas ações se somam à remoção do Coronel David Butler em fevereiro, por ordem direta de Hegseth ao Secretário do Exército, Dan Driscoll.
Hegseth, ex-oficial da Guarda Nacional e ex-comentarista de televisão, tem sido alvo de críticas por expurgar funcionários de alto escalão desde que Trump assumiu o cargo.
Até o momento, mais de uma dúzia de oficiais de alta patente foram removidos de seus cargos, incluindo o General CQ Brown, Presidente do Estado-Maior Conjunto; a Almirante Lisa Franchetti, Chefe de Operações Navais; o General James Slife, Vice-Chefe do Estado-Maior da Força Aérea; e o Tenente-General Jeffrey Kruse, Diretor da Agência de Inteligência de Defesa.
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O general Christopher LaNeve, que atuava como vice-chefe do Estado-Maior do Exército desde fevereiro, assumirá o cargo de George interinamente. A série de demissões evidencia a crescente tensão entre a liderança militar tradicional e a nova direção política do Pentágono.
Em outubro de 2025, o almirante Alvin Holsey, chefe do Comando Sul (Southcom), renunciou ao cargo. Segundo a mídia norte-americana, o almirante teve divergências com Hegseth a respeito de ataques a supostos barcos de narcotráfico no Caribe e da legalidade dessas operações, que especialistas jurídicos descreveram como execuções extrajudiciais.























