Segunda-feira, 20 de abril de 2026
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A família da relatora especial da ONU para direitos humanos, Francesca Albanese, processou o governo de Donald Trump nos Estados Unidos devido às sanções impostas contra ela.

O marido e o filho de Albanese entraram com a ação na quinta-feira (26/02). O processo alega que as sanções são uma tentativa de punir a relatora por chamar atenção para as violações de direitos humanos cometidas por Israel contra os palestinos.

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Desde 2022, Albanese, que é jurista, atua como relatora especial para a Cisjordânia e Gaza, onde monitora as violações de direitos humanos contra palestinos. Ela foi nomeada para o cargo pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU.

O governo Trump, no entanto, a sancionou em julho do ano passado, considerando-a “inadequada” para o cargo e acusando-a de “atividades tendenciosas e maliciosas” contra os EUA e seu aliado, Israel – acusações infundadas, baseadas em critérios políticos.

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O processo também menciona o trabalho de Albanese com o Tribunal Penal Internacional (TPI), que, após considerar suas recomendações e as de outros especialistas, emitiu mandados de prisão contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o ex-ministro da Defesa, Yoav Gallant, por crimes de guerra em Gaza.

A família de Albanese defende que seus comentários são uma expressão da liberdade de expressão, protegida pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA.

“A expressão das opiniões de Francesca sobre os fatos, conforme ela os constatou no conflito israelo-palestino, e sobre o trabalho do TPI, é uma atividade fundamental protegida pela Primeira Emenda”, afirma o processo.

O processo da família Albanese expõe a estratégia do governo Trump de retaliar e silenciar vozes que denunciam as violações israelenses, criminalizando o exercício legítimo do direito internacional e da defesa dos direitos humanos.