Quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
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O governo de Donald Trump anunciou nesta quarta-feira (04/02) que serão retirados imediatamente 700 agentes federais do estado de Minnesota, em meio à forte pressão para a redução da escalada da violência dos agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) contra os imigrantes não documentados. 

Cerca de 3.000 agentes e oficiais foram enviados ao estado e, segundo o governo norte-americano, pouco mais de 2.000 continuarão em Minnesota.

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O anúncio foi divulgado em entrevista coletiva, nesta quarta (04/02), pelo chamado “czar da fronteira” da Casa Branca, Tom Homan. Ele disse que os agentes federais em Minnesota cumpriram seus papéis trabalhando com as autoridades estaduais e locais.

Trump encarregou Homan de assumir o comando das operações dias após os cidadãos norte-americanos Renée Good e Alex Pretti terem sido mortos a tiros por agentes do ICE, gerando centenas de manifestações no país.

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De acordo com Homan, a diminuição dos agentes proporcionará um “ambiente mais seguro” para a realização das prisões, permitindo as operações com um efetivo menor na região. “Isso é aplicação inteligente da lei, não menos aplicação da lei”, acrescentou.

 

Manifestações contra o ICE iniciaram em janeiro de 2026
flickr/U.S. Immigration

O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, do Partido Democrata, afirmou em um comunicado que a diminuição do número de agentes era “um passo na direção certa”, mas ponderou que a permanência de 2.000 agentes federais na região não representam uma “desescalada”.

“Minha mensagem para a Casa Branca tem sido consistente: a Operação Metro Surge tem sido catastrófica para nossos negócios e moradores”, disse ele, referindo-se ao nome da repressão federal na cidade. “Ela precisa acabar imediatamente.”

Na semana passada, o governo de Trump decidiu transferir Gregory Bovino, um alto funcionário da Patrulha da Fronteira que gerava controvérsias sobre suas táticas de fiscalização na região de Minneapolis.

Neste contexto, Homan afirmou que também haverá uma reorganização dos agentes da lei em campo. Os agentes da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP)  e do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) estão sob “uma cadeira de comando unificada”, disse.

Homan destacou que não vai fornecer um cronograma para a completa desmobilização da operação, afirmando que isso depende da cooperação contínua das autoridades locais e estaduais, bem como a diminuição da “violência” direcionada aos agentes de imigração.

“Venho dizendo isso há quase um ano: discursos de ódio ou extremistas contra funcionários do ICE são completamente inaceitáveis”, afirmou, acrescentando que diante deles, ele temia que “houvesse derramamento de sangue, e houve”.

(*) Com ANSA