Segunda-feira, 20 de abril de 2026
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Em coletiva realizada neste domingo (29/03), o secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, apresentou um novo projeto de segurança nacional para estabelecer um mapa de influência estratégica de Washington sobre as Américas.

O projeto foi batizado pelo seu departamento como “Grande América do Norte”, e segundo o próprio secretário, consistiria em promover medidas para que os Estados Unidos exerçam domínio especialmente no território que vai desde a Groenlândia até o canal do Panamá, enfatizando a passagem pelo Golfo do México – chamado por ele, durante a coletiva, de “Golfo da América”.

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O mapa de influência apresentado durante a coletiva mostra que a zona de influência pretendida pelo projeto inclui também os territórios do Canadá do México, de todos os países da América Central e nações insulares no Mar do Caribe, ademais de algumas no norte da América do Sul.

“Todas as nações e territórios soberanos localizados ao norte do Equador constituem nosso perímetro de segurança nesta grande região”, declarou Hegseth.

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O secretário não foi claro sobre a forma como os Estados Unidos pretendem impor essa prometida influência sobre México, Canadá e Groenlândia.

Em passado recente, seu chefe, o presidente Donald Trump – já durante seu segundo mandato –, defendeu a tomada da Groenlândia e do Canadá por parte dos Estados Unidos, e também justificou possíveis ações militares em território mexicano com a justificativa de combater grupos narcotraficantes – no caso da Groenlândia e das operações militares no México, tais declarações foram respaldadas pelo próprio Hegseth e por seu departamento.

América do Sul

Em outro momento da coletiva, o secretário de Guerra abordou os planos dos Estados Unidos para ampliar sua influência também na América do Sul, com o objetivo de “restaurar as relações Norte-Sul”.

Pete Hegseth, secretário da Guerra dos EUA
Pentágono

Hegseth também mencionou que Washington estaria preparando estratégia para “superar as dificuldades em barreiras naturais, como a Amazônia e a Cordilheira dos Andes”, mas sem especificar se essas estratégias estariam relacionadas a ações visando a presença física nessas regiões.

O conceito apresentado pelo secretário durante a coletiva foi o de “promover uma maior partilha de responsabilidades em segurança entre os países (da América do Sul), para que assumam um papel mais significativo na proteção de infraestruturas críticas e na defesa do Atlântico Sul e do Pacífico Sul.

Com informações RT.