Terça-feira, 6 de outubro de 2026
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O governo Trump entrou com um pedido de emergência na Suprema Corte dos EUA solicitando a revogação da ordem que impede o Serviço Postal dos EUA (USPS) de implementar restrições ao voto por correspondência.

Dessa forma, o Departamento de Justiça solicitou que o tribunal revogue a ordem da juíza Indira Talwani, que impede temporariamente o serviço postal de implementar o plano, que inclui um portal online para rastrear milhões de votos por correspondência.

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Os advogados da administração pediram aos juízes que permitissem uma nova regra que proíbe o USPS de entregar cédulas a eleitores em estados que não compartilham dados com a agência, e que exige a revisão dos envelopes para verificar conformidade com os novos padrões.

O senador democrata de NY, Chuck Schumer, por sua vez, afirmou que Trump estava “[tentando] destruir a integridade de nossas eleições” ao pedir à Suprema Corte que revogasse uma ordem que impedia o USPS de implementar restrições à votação por correio.

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Schumer afirmou que o tribunal não deveria “acelerar um caso que tanto prejudica nossa democracia”, horas depois de o governo Trump pedir ao tribunal que permitisse a entrada em vigor do novo sistema do USPS.

“Os americanos estão fartos de Trump, de sua guerra fracassada e de seus custos crescentes. Mas, em vez de encarar os eleitores, Trump está tentando dificultar o voto e impedir que eles o responsabilizem por sua agenda horrível”, disse.

Sophia Lin Lakin, diretora do Projeto de Direitos de Voto da União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU), que representa grupos de defesa do direito ao voto que contestam o plano, afirmou em comunicado que a regra do Serviço Postal é “uma tentativa inconstitucional de prejudicar a votação por correio na véspera de uma eleição”.

Este é o segundo pedido de emergência à Suprema Corte em semanas sobre os planos de Trump para o voto por correio — o primeiro foi considerado prematuro porque o governo ainda não havia finalizado as regras.

A batalha judicial começou depois que o presidente dos EUA assinou, em março, uma ordem executiva que anunciava planos para restringir a votação por correio e criar listas de cidadãos em cada estado para ajudar a verificar a elegibilidade para votar.

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