O governo Estados Unidos estaria preparando um novo pacote de ajuda militar a Israel, cujo valor total chegaria a US$ 2,8 bilhões (pouco mais de R$ 14,4 bilhões), segundo projeto que estaria em fase final de tramitação no Congresso do país. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (16/09) pelo jornal estadunidense The New York Times (NYT) e por agências de notícias como AFP e Reuters.
De acordo com a Reuters, o pacote incluiria cerca de 60 mil bombas entre as munições mais destrutivas produzidas no Ocidente, entre as quais estariam: 20 mil MK-84, 20 mil BLU-117 e 20 mil ogivas I-2000 Penetrator.
Já o NYT, informa que algumas das bombas incluídas na lista já foram fornecidas pelos Estados Unidos a Israel, em pacotes anteriores, e usadas nos últimos anos em ataques contra a Faixa de Gaza e contra o Líbano.
O diário novayorquino também afirma que o presidente norte-americano Donald Trump ordenou à base do Partido Republicano que se empenhasse na aprovação do pacote em comissões legislativas, após o projeto chegar ao Congresso, enviado pelo Departamento de Estado.
Alguns meios de imprensa norte-americanos destacam o fato de o texto prever uso de dinheiro público nesse novo pacote de ajuda militar a Israel.
Tanto o NYT quanto o Washington Post recordam que, durante a campanha eleitoral de 2024, Trump prometeu que, se voltasse à Casa Branca, “os Estados Unidos não gastarão mais o dinheiro dos contribuintes para financiar a Segurança de outros países”, e que, se outras nações quisessem ajuda militar norte-americana teriam que pagar por ela.
A medida despertou a mesma crítica por parte de políticos, tanto do opositor Partido Democrata quanto do governista Partido Republicano. A líder republicana Marjorie Taylor Greene escreveu em suas redes sociais que o eleitorado da sigla “não votou por isso, e os Estados Unidos não apoiam isso”.
O senador Chris van Hollen, do Partido Democrata, afirmou que trabalhará para bloquear o pacote, alegando ser contra “enviar bombas pagas pelos contribuintes para um governo liderado por um criminoso de guerra procurado”.
O jornalista ultraconservador Tucker Carlson, outrora apoiador confesso de Trump, classificou o pacote como “um presente para o governo israelense, que está trabalhando para exterminar uma população civil desarmada em Gaza”, e pediu aos senadores e legisladores que bloqueiem o projeto.

Ajudas anterioresO NYT acrescentou em sua matéria o fato de que esta não é a primeira ajuda militar entregue a Israel neste segundo mandato trumpista.
Em fevereiro deste ano, a atual administração enviou cerca de US$ 2,7 bilhões (R$ 13,9 bilhões) em munições para Israel, em pacote que incluía 35 mil bombas MK-84 e BLU-117.
Antes disso, na posse do segundo mandato, em janeiro de 2025, Trump desbloqueou um pacote que havia sido suspenso em junho de 2024 por decisão de seu antecessor, Joe Biden (2021-2025).