Sexta-feira, 4 de setembro de 2026
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O governo norte-americano de Donald Trump trocou nesta segunda-feira (17/08) a chefia do Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental, um órgão do Departamento de Estado responsável pelas relações entre Estados Unidos e América Latina, incluindo o Brasil. O novo secretário de Estado adjunto, Juan Pablo Segura, de ascendência argentina, assume o cargo, substituindo o diplomata Michael Kozak, que atuava interinamente desde janeiro passado.  

“É uma grande honra servir o presidente dos Estados Unidos e o secretário Marco Rubio, além do povo americano como Secretário Adjunto para Assuntos do Hemisfério Ocidental”, confirmou o empresário republicano em publicação na plataforma X. “Juntamente com uma equipe excepcional, avançaremos a visão do Presidente Trump para nossa região, para que esteja segura contra cartéis e narcoterroristas, crie prosperidade para os americanos e nossos parceiros, e proteja nossas fronteiras. Pronto para começar a trabalhar!”.

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A chegada de Segura ocorre no contexto em que a gestão Trump pretende ampliar sua influência na região da América Latina, no âmbito da “Doutrina Donroe”, convidando países sul-americanos com governanças de extrema direita a cooperarem contra suposto combate ao “narcotráfico”.

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Recentemente, a Colômbia do recém-empossado Abelardo de la Espriella autorizou os Estados Unidos a realizarem operações militares no país para combater o que chamou de “narcoterrorismo”, após aderir ao “Escudo das Américas” – uma iniciativa do presidente norte-americano e países latino-americanos que buscavam unir forças no combate aos cartéis de drogas.

Foi em abril deste ano que Trump indicou o nome de Segura para o cargo. Em junho, o empresário logo passou por uma audiência no Comitê de Relações Exteriores do Senado e sua posse foi oficialmente confirmada neste mês.

É de informação pública que Segura, antes mesmo de assumir o cargo, em fevereiro do ano passado, havia feito críticas ao Brasil. Dias após o ministro Alexandre de Moraes multar a plataforma X, de Elon Musk, por descumprimento de uma ordem judicial, o recém-nomeado publicou uma mensagem criticando a decisão do Judiciário brasileiro.

“Bloquear o acesso a informações e aplicar multas a empresas sediadas nos EUA por se recusarem a censurar pessoas que vivem nos Estados Unidos é incompatível com valores democráticos, incluindo a liberdade de expressão”, escreveu, na ocasião.