Greves e manifestações contra abusos do ICE paralisa EUA
País registrou fechamento de escolas e atos massivos em 46 estados pelo fim da força anti imigração, questionada após dois casos de homicídio em Minneapolis
Os Estados Unidos foram palco de protestos generalizados na sexta-feira (30/01), com milhares de manifestantes indo às ruas para exigir a retirada imediata dos agentes do Serviço de Imigração e Alfândega norte-americano (ICE) de Minnesota. As greves ganharam força especialmente depois que duas pessoas foram mortas em tiroteios envolvendo os agentes federais em Minneapolis.
Os protestos se estenderam muito além de Minnesota. Os organizadores estimaram aproximadamente 250 manifestações em 46 estados, incluindo em grandes cidades como Nova York, Los Angeles, Chicago e Washington, sob o slogan “Sem trabalho. Sem escola. Nada de compras. Parem de financiar o ICE.”
De acordo com a imprensa local, da Califórnia a Nova York, alunos e professores abandonaram as aulas para se unir aos protestos. Em Aurora, Colorado, as escolas públicas anteciparam o seu fechamento devido à grande ausência prevista por parte de docentes e estudantes. Em Tucson, Arizona, pelo menos 20 escolas também cancelaram as aulas. Já na DePaul University, em Chicago, universitários instalaram cartazes declarando que “fascistas não são bem-vindos aqui”. No Brooklyn, jovens marcharam em protesto anti-ICE.
🚨300+ students have now started protesting in the streets screaming “F*CK ICE!”
No parents to be found
This is what it looks like when the woke mind virus infects the youth pic.twitter.com/IDtW8KSL4s
— TONY™ (@TONYxTWO) January 9, 2026
No centro de Minneapolis, apesar das temperaturas negativas, dezenas de milhares de manifestantes voltaram às ruas contra o aumento de casos de violência promovida pelos agentes federais. Para reprimir o movimento, o presidente norte-americano Donald Trump enviou 3 mil policiais federais na região, estes que patrulham as ruas com equipamentos táticos, “uma força cinco vezes maior que o Departamento de Polícia de Minneapolis”, segundo a agência AFP.
Em um bairro de Minneapolis próximo aos locais onde Alex Pretti e Renee Good, ambos cidadãos norte-americanos mortos a tiros neste mês pelo ICE, cerca de 50 professores e funcionários de escolas locais compareceram à marcha.
“Eu moro aqui (…) e não acho que nosso governo deva nos aterrorizar dessa forma”, disse Sushma Santhana, engenheira de 24 anos ouvida pela AFP.
BREAKING: Thousands gather in Boston to protest Trump’s anti-immigrant agenda as part of today’s nationwide work strikes, spending boycotts and student walkouts against ICE. pic.twitter.com/xaqko3k4u4
— BreakThrough News (@BTnewsroom) January 30, 2026
Depois de falar nos últimos dias em “desescalada” e indicar, por meio de seu enviado Tom Homan, uma possível redução do número de agentes que realizam batidas em Minneapolis, o líder republicano lançou outro ataque contra os manifestantes nesta sexta-feira: “insurgentes”, “agitadores” e “agitadores financiados” por rebeldes “profissionais”, declarou.
O jornal New York Times obteve acesso a um memorando interno do ICE e informou nesse mesmo dia que o governo Trump ampliou o poder dos agentes federais para prender civis. De acordo com o veículo, agora, agentes de menor escalão do ICE podem deter imigrantes indocumentados.
(*) Com informações de RFI























