Guerra contra Irã custou R$ 181 bilhões aos consumidores dos EUA, aponta relatório; aprovação de Trump cai
Plataforma da Brown University acompanha elevação de preços da energia em tempo real; EUA registraram alta inflacionária de 3,8% em abril
A guerra contra o Irã, promovida pelos Estados Unidos e por Israel, está pesando no custo de vida dos consumidores norte-americanos. Um levantamento da Brown University estima que, desde o início dos ataques, em 28 de fevereiro, o aumento dos preços da gasolina e do diesel custou mais de US$ 37 bilhões aos estadunidenses, o equivalente a R$ 181,2 bilhões.
A pesquisa acompanha os preços em tempo real em uma plataforma que compara os preços atuais dos hidrocarbonetos com projeções hipotéticas de quanto custariam a gasolina e o diesel caso a guerra não tivesse ocorrido. “Este é um gasto que sai diretamente do bolso dos consumidores americanos”, afirma o coordenador do projeto, Jeff Colgan.
Em média, as residências norte-americanas tiveram um acréscimo de mais de US$ 284 (R$ 1.300) por mês, considerando tanto a gasolina quanto o diesel. A maior parte dos custos extras, US$ 20,41 bilhões (R$ 99,9 bilhões), está relacionada ao aumento da gasolina, enquanto o diesel representa quase US$ 17 bilhões (R$ 93 bilhões).
Desde o início da guerra, os preços da gasolina dispararam de US$ 2,98 (R$ 14,6) por galão no final de fevereiro para US$ 4,52 (R$ 22,1) nesta semana. Já o diesel encontra-se em US$ 5,64 (R$ 27,6).

Guerra contra Irã custou R$ 181 bilhões aos consumidores dos EUA, aponta relatório; aprovação de Trump cai
Daniel Torok / White House
Alta inflacionária e aprovação em queda
Nesta terça-feira (12/05), o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos divulgou os dados da inflação no país relativos ao mês de abril. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) teve uma alta de 3,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Trata-se do maior aumento anual desde maio de 2023.
O índice também aumentou em relação aos 3,3% registrados em março e permanece acima da taxa anual de 2,4% observada antes do início da guerra. Os preços da energia subiram 3,8% em relação a março.
Enquanto os preços sobem, a popularidade do republicano cai. Pesquisa Atlas/Intel, divulgada nesta terça-feira (12/05), mostra que 59,2% dos norte-americanos não apoiam os ataques dos Estados Unidos ao Irã, enquanto 38,9% concordam com a ofensiva.
A desaprovação de Trump como presidente atinge 59,8%, ante 39,5% dos que ainda o aprovam. Trata-se da menor aprovação do republicano neste ano. Sua performance é considerada ruim ou muito ruim por 60% dos norte-americanos, enquanto 37,2% a avaliam como excelente ou boa.
Em comunicado, a Casa Branca reconheceu os efeitos do conflito sobre os preços e afirmou que o governo “continua entregando resultados”, apesar da pressão inflacionária. Trump já anunciou, sem dar prazos, que pretendia suspender temporariamente o imposto federal sobre a gasolina. A medida, no entanto, depende de aprovação do Congresso.
























