Segunda-feira, 8 de junho de 2026
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O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) abriu uma investigação criminal contra a escritora E. Jean Carroll. Em 2022, ela moveu um processo contra o presidente norte-americano Donald Trump, afirmando ter sido estuprada por ele.

A informação, divulgada pela agência Reuters nesta quarta-feira (27/05), tem como base o relato de uma fonte anônima familiarizada com o caso. A investigação visa determinar se Carroll cometeu perjúrio durante seus depoimentos em dois processos civis que resultaram na condenação de Trump.

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Segundo a escritora, a agressão ocorreu no vestiário da loja de luxo localizada na frente da Trump Tower, em Manhattan, em 1996. O caso foi levado a julgamento em 2023 e os juízes concluíram que o bilionário abusou dela sexualmente, embora não tenham confirmado o estupro.

No primeiro julgamento, Trump foi condenado por abuso sexual e difamação, sendo obrigado a pagar US$ 5 milhões (R$ 25 milhões) em indenizações. Em janeiro de 2024, em outro processo por difamação movido pela escritora, ele foi condenado a desembolsar US$ 83,3 milhões (R$ 421 milhões), destaca a Reuters.

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Desde então, Trump vem recorrendo das decisões judiciais. Em novembro de 2025, já como presidente dos Estados Unidos, ele pediu à Corte Suprema que cancelasse as condenações no caso.

Justiça dos EUA investiga escritora que acusa Trump de abuso sexual
@ejeancarroll / X

 

Me Too

A investigação, agora conduzida pela procuradoria federal de Chicago, foi motivada por um depoimento da escritora que havia afirmado não ter recebido financiamento externo para mover a ação judicial contra o bilionário. Seus advogados, no entanto, admitiram que Reid Hoffman, cofundador do LinkedIn, havia arcado com parte dos custos do processo.

Segundo a fonte ouvida pela Reuters, o lançamento da investigação não significa necessariamente que Carroll será formalmente acusada.
Ex-colunista da revista Elle, ela tornou pública a acusação em 2019, no livro “Para que precisamos de homens? Uma proposta modesta”.

A decisão de se expor, disse à época, foi motivada pelo movimento Me Too. “Levei muito tempo para perceber que ficar em silêncio não funciona”, declarou.