Quarta-feira, 13 de maio de 2026
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja aos Estados Unidos nesta quarta-feira (06/05) para se encontrar com seu homólogo norte-americano, Donald Trump. A reunião deve acontecer no dia seguinte, na Casa Branca.

A informação foi confirmada por diversos veículos de imprensa, mas ainda não houve posicionamento público por parte do Palácio do Planalto ou de autoridades norte-americanas.

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Desde a breve reunião entre os dois presidentes às margens da cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN, por sua sigla em inglês), na Malásia, em outubro, havia a expectativa de uma visita oficial de Lula ao republicano.

Na ocasião, os dois conversaram por telefone em janeiro, e o petista chegou a afirmar que a viagem aconteceria em março.

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Tentativa de normalizar relações

A relação entre Brasília e Washington acumulou atritos após o norte-americano impor tarifas extras aos produtos brasileiros e sancionar autoridades envolvidas com o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por crimes contra a democracia.

Em fevereiro, a nova taxa global de Trump eliminou grande parte das barreiras tarifárias norte-americanas. O Brasil saiu beneficiado, mas não encerrou suas demandas sobre o tarifaço. Também permanecem outros ruídos diplomáticos.

Em abril, os Estados Unidos expulsaram um delegado brasileiro da Polícia Federal envolvido na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), acusando-o de manipular o sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição. Em retaliação, um agente norte-americano que atuava no Brasil também teve suas credenciais cassadas.

A tentativa de arrefecer nova escalada de tensões é vista como prioritária pelo presidente brasileiro, que enfrenta tentativa de reeleição em outubro. Apesar de abrir um canal de diálogo com Trump, Lula voltou a criticar o republicano de forma mais incisiva por sua condução da guerra no Irã.

Lula e Trump tiveram primeiro encontro presencial em outubro de 2025, na Malásia
Ricardo Stuckert / Agência Brasil

Investigações comerciais, terras raras e terrorismo

O petista também indica publicamente que quer normalizar as relações comerciais com os Estados Unidos. O Brasil permanece alvo de investigações norte-americanas sobre “práticas desleais” ligadas, por exemplo, ao trabalho forçado e ao uso do pix.

Outro tema que deve compor a pauta é o interesse do Departamento de Estado dos Estados Unidos de designar grupos criminosos como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. Trump também assume interesse público em negociar acesso às terras raras brasileiras.