Sábado, 15 de agosto de 2026
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O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, voltou a defender a prisão do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, caso ele entre em território dos Estados Unidos. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (21/07), o democrata afirmou que o governo federal deve cumprir o mandado de prisão expedido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) e declarou que o premiê israelense “não é bem-vindo” à cidade.

“Ontem, Donald Trump disse que Benjamin Netanyahu nunca seria preso nos Estados Unidos. Eu quero ser claro: Benjamin Netanyahu não é bem-vindo à cidade de Nova York”, afirmou Mamdani.

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O prefeito explicou que sua administração avaliou as possibilidades legais de agir diretamente, mas concluiu que a prefeitura não tem competência para executar a ordem internacional.

“Analisamos todas as opções legais disponíveis para a cidade. Descobrimos que não temos autoridade legal independente para executar o mandado do Tribunal Penal Internacional”, disse.

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Segundo Mamdani, cabe ao governo federal fazer cumprir a decisão da corte sediada em Haia. “O governo federal, no entanto, tem essa autoridade. E deve executá-la”, afirmou.

“Benjamin Netanyahu não é bem-vindo à cidade de Nova York, nem qualquer outro criminoso de guerra em liberdade”, reiterou.

A declaração foi publicada um dia após Donald Trump afirmar que Netanyahu “não será preso, de forma alguma”, enquanto estiver nos Estados Unidos. O presidente se manifestou após Mamdani dizer, em entrevista ao New York Times, que estudava acionar a polícia de Nova York caso o premiê israelense participe da Assembleia Geral da ONU, em setembro.

Em novembro de 2024, o Tribunal Penal Internacional emitiu mandados de prisão contra Netanyahu e o então ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant. A corte aponta indícios de crimes de guerra e crimes contra a humanidade relacionados ao genocídio israelense na Faixa de Gaza, incluindo o uso da fome como método de guerra e ataques deliberados contra civis. Israel rejeita as acusações e contesta a jurisdição do tribunal.