Quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
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A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, disse nesta quinta-feira (15/01) que existe um “desacordo fundamental” com os EUA sobre o futuro do território que Trump pretende anexar, após uma reunião entre dirigentes dos dois países. Nesta quinta, uma missão militar europeia chega ao território no Ártico.

Segundo a primeira-ministra dinamarquesa, os EUA e a Dinamarca concordaram em criar um grupo de trabalho, mas “isso não muda o fato de que existe um desacordo fundamental, pois a ambição norte-americana de assumir o controle da Groenlândia permanece intacta”, declarou, por escrito.

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França, Suécia, Alemanha e Noruega anunciaram na quarta-feira (14/01) que vão enviar militares à ilha para uma missão de reconhecimento, que, segundo o Ministério francês das Forças Armadas, faz parte do exercício dinamarquês “Arctic Endurance”. A missão de exploração ocorrerá de quinta a sábado.

Na quarta-feira, o ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Løkke Rasmussen, criticou a intenção de Trump de “conquistar” a Groenlândia, após a reunião na Casa Branca. “Não foi uma reunião fácil, e agradeço aos dois ministros (dinamarquês e groenlandês) por terem defendido claramente nossa posição e respondido às afirmações norte-americanas”, declarou Frederiksen.

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O governo dinamarquês enviou reforços militares ao território autônomo e obteve apoio de vários países europeus para realizar a missão militar de exploração em apoio a Copenhague.

“Há consenso na Otan de que uma presença reforçada no Ártico é essencial para a segurança europeia e norte-americana”, acrescentou Frederiksen.

Ela afirmou ainda que a Dinamarca investiu em novas “capacidades árticas” e comemorou o fato de vários aliados participarem de exercícios conjuntos na Groenlândia e arredores.

Donald Trump voltou a afirmar que os Estados Unidos precisam da Groenlândia por razões de “segurança nacional”
RS/Fotos Públicas

Macron convoca conselho de defesa

O presidente francês, Emmanuel Macron, reuniu com urgência um conselho de defesa nesta quinta, no Palácio do Eliseu, após anunciar durante a noite o envio de militares franceses à Groenlândia. Macron declarou na plataforma X que decidiu que a França participará dos exercícios conjuntos organizados pela Dinamarca.

“Os primeiros militares franceses já estão a caminho. Outros seguirão”, afirmou o presidente francês Emmanuel Macron na plataforma X. “É, claro, uma situação grave, e continuamos nossos esforços para impedir que esse cenário se concretize”, acrescentou.

Donald Trump voltou a afirmar que os Estados Unidos precisam da Groenlândia por razões de “segurança nacional”, especialmente para conter os avanços da Rússia e da China no Ártico, e não descarta o uso da força para assumir o controle do território.

Segundo o presidente norte-americano, a Groenlândia é “vital” para a construção do “Domo de Ouro”, projeto norte-americano de escudo antimísseis. Esta é a primeira vez que relaciona esse projeto à posse do território dinamarquês.

Durante as negociações, a Casa Branca publicou um desenho na plataforma X mostrando dois trenós puxados por cães, diante de duas possíveis rotas: uma para a América, simbolizada pela Casa Branca sob um céu azul, e outra para a China e a Rússia, representadas pela Muralha da China e pela Praça Vermelha em meio à escuridão.

Nesta quinta, a Rússia demonstrou “preocupação” com o anúncio do envio de tropas adicionais da OTAN à Groenlândia, acusando a aliança de militarizar o Ártico sob o pretexto de uma “ameaça imaginária” de Moscou e Pequim. “O Ártico deve permanecer um território de paz, diálogo e cooperação justa”, afirmou a embaixada russa em Bruxelas.