Sábado, 17 de janeiro de 2026
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“Não somos americanos, não somos dinamarqueses, somos groenlandeses”, assim inicia o comunicado divulgado nesta sexta-feira (09/01) por cinco partidos da Groenlândia, em respostas à escalda das ameaças dos Estados Unidos de anexar o território, há 300 anos sob controle da Dinamarca.

Na nota, eles afirmam que “o futuro da Groenlândia cabe ao povo da Groenlândia decidir. De acordo com o direito internacional e com base na Lei de Independência, desenvolvemos esta abordagem e a desenvolveremos em consulta com os habitantes”.

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O texto acrescenta que “nenhum outro país pode interferir nisso” e que o futuro deve ser decidido “sem pressão para tomar uma decisão precipitada, sem procrastinação e sem interferência de outros países”.

A declaração é assinada pelo ex-primeiro-ministro da ilha, Jens-Frederik Nielsen; seu antecessor Múte B Egede; e pelos parlamentares Pele Broberg, Aleqa Hammond e Aqqalu C Jerimiassen.

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Segundo pesquisa, encomendada pelo jornal dinamarquês Berligske e divulgada em janeiro do ano passado, 85% dos habitantes da ilha não querem se unir aos Estados Unidos.

Ameaças de Trump

O presidente norte-americano alega que controlar a ilha é crucial para a segurança nacional dos EUA, apontando um suposto aumento da presença militar da Rússia e da China no território.

“Não vamos deixar a Rússia ou a China ocuparem a Groenlândia. É isso que elas vão fazer se não fizermos nada. Então, vamos tomar alguma providência em relação à Groenlândia, seja da maneira amigável ou da maneira mais difícil”, reiterou Trump, nesta sexta-feira (09/01).

A alegação foi imediatamente contestada pelo chanceler dinamarquês Lars Løkke Rasmussen: “não compartilhamos da ideia de que a Groenlândia esteja inundada por investimentos chineses”.

Além disso, especialistas apontam para as ameaças aos direitos indígenas e os riscos ambientais de uma exploração predatória dos recursos da região pelos Estados Unidos, como a aceleração do degelo no Ártico, o que poderia afetar o mundo inteiro.