Pentágono demite chefe do Estado-Maior do Exército em meio à guerra contra Irã
Pete Hegseth ordenou renúncia 'imediata' do general Randy George; segundo imprensa local, ambos tinham relação conflituosa envolvendo disputas internas
O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, anunciou na quinta-feira (02/04) a renúncia imediata do principal oficial do Exército dos Estados Unidos, o chefe do Estado-Maior, general Randy George, em meio à guerra que a nação juntamente com Israel trava contra o Irã.
“O General Randy A George se aposentará de seu cargo de 41º Chefe do Estado-Maior do Exército com efeito imediato. O Departamento de Guerra é grato pelas décadas de serviço do General George à nossa nação. Desejamos a ele tudo de bom em sua aposentadoria”, disse Parnell em comunicado.
O cargo em questão é tradicionalmente ocupado por quatro anos. George havia sido indicado pelo ex-presidente democrata Joe Biden e confirmado pelo Senado em 2023, o que normalmente o manteria no posto até 2027. Fontes informaram à AFP que outros generais – David Hodne e William Green Jr – também foram removidos de seus cargos na mesma ocasião.
De acordo com funcionários da defesa ouvidos pela emissora CBS News, tratou-se de uma decisão tomada pelo chefe do Pentágono, Pete Hegseth, que pediu a demissão e aposentadoria imediata de George. A expectativa é de que ele seja substituído pelo atual vice-chefe do Estado-Maior do Exército, general Christopher LaNeve, ex-assessor militar de Hegseth.

Pentágono, sob Pete Hegseth, demite o chefe do Estado-Maior, general Randy George
William Pratt, U.S. Army
Desde que assumiu o Pentágono, Hegseth foi responsável pela demissão de mais de uma dúzia de oficiais de alta patente. Entre os removidos, destacam-se nomes como James Slife, vice-chefe do Estado-Maior da força aérea; Lisa Franchetti, chefe de operações navais; e o almirante Alvin Holsey, chefe do Comando Sul que deixou seu posto em meio à operação contra supostas embarcações envolvidas em tráfico de drogas no Caribe e no Pacífico oriental, antes que os Estados Unidos invadissem a Venezuela e sequestrassem o presidente Nicolás Maduro.
De acordo com autoridades militares consultadas pelo jornal The New York Times, George e Hegseth compartilhavam de uma relação conflituosa em relação à tomada de decisões em escala militar. Segundo o veículo, tratavam-se de “longas queixas” partindo do chefe do Pentágono com o Exército, das disputas por pessoal e também de seu relacionamento conturbado com o secretário do Exército, Daniel P. Driscoll – este que estreitou seus laços com George.
“Hegseth vinha pressionando Driscoll e o general George há meses para remover os oficiais da lista de promoção. Mas Driscoll e general George recusaram, citando o longo histórico de serviço exemplar dos oficiais”, citou o NYT.
Randy George, oficial de infantaria de carreira, foi comissionado pela Academia Militar dos Estados Unidos em West Point em 1988. Atuou como chefe de gabinete desde setembro de 2023; antes disso, comandou o I Corpo na Base Conjunta Lewis-McChord e passou a servir como assistente militar sênior do Secretário de Defesa, Lloyd Austin, entre 2021 e 2022, no âmbito da gestão Biden.
(*) Com RT en Español e Telesur
























