Rússia diz que caso Epstein expõe 'alto nível' de corrupção entre elites ocidentais
Porta-voz da chancelaria Maria Zakharova já havia questionado falta de investigação de crimes como os cometidos pelo financista por países ocidentais
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou neste domingo (08/02), que o caso do criminoso sexual norte-americano Jeffrey Epstein “expôs o alto nível de corrupção global entre as elites ocidentais”.
Segundo a autoridade russa, os crimes de Epstein são uma “conspiração entre pessoas em posições de poder” em diversos países e organizações internacionais e as descobertas com as revelações dos documentos são um “símbolo do domínio do mal”.
“Esses são crimes monstruosos que foram cometidos não por desespero ou mesmo por depravação. Esses crimes foram cometidos em nome do mal”, disse Zakharova.
“Não sabemos nada sobre a elite ocidental. E isto é apenas um pequeno floco de neve num enorme iceberg; não é a ponta do iceberg”, acrescentou ainda, citada pela agência Anadolu.

Segundo autoridade russa, crimes de Epstein são “conspiração entre pessoas em posições de poder”
Пресс-служба Совета Федерации РФ/Wikicommons
Na última quinta-feira (05/02), Zakharova já havia falado sobre o tema. Na ocasião, afirmou que “quando elites globais estão envolvidas, nada é investigado no Ocidente”.
“Com um esforço inacreditável, leio todos os dias os ‘arquivos Epstein‘. É simplesmente um inferno. Agora fica claro: do assassinato de Kennedy às explosões dos ‘Nord Streams’, nada é investigado no Ocidente da mesma forma que o caso Epstein, quando nisso estão envolvidas elites globais. É até cômico que agora seus crimes ou intenções criminosas estejam registrados em fotos e vídeos. E, ainda assim, nem tudo é tão claro”, afirmou.
Em 2019, Epstein foi acusado nos Estados Unidos de tráfico de menores para fins de exploração sexual e de conspiração, crimes em que as penas poderiam superar 40 anos de prisão. Segundo a promotoria, entre 2002 e 2005, ele manteve relações sexuais com dezenas de adolescentes, recebidas em suas residências em Nova York e na Flórida, pagando-as em dinheiro e, em alguns casos, usando vítimas para recrutar outras jovens.
No início de julho de 2019, um tribunal de Manhattan decidiu manter Epstein sob custódia, sem direito a fiança. No fim daquele mês, ele foi encontrado em sua cela “em estado semiconsciente” e posteriormente morreu. A investigação concluiu que ele cometeu suicídio.
(*) Com Sputnik
























