Protestos contra agentes do ICE ocorrem antes da abertura dos Jogos Olímpicos em Milão
Manifestantes declaram que enxergam a oportunidade de mostrar que o 'resto do mundo não concorda com o que está acontecendo em Minnesota'
Com a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno na Itália marca para a noite desta sexta-feira (06/02), centenas de manifestantes protestam ao longo do dia contra a presença de agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) e contra o bloqueio das ruas de Milão-Cortina.
A mobilização ocorre em reação às ações do ICE sob o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que planeja intensificar deportações em massa de imigrantes. As operações já resultaram na morte de dois cidadãos norte-americanos e desencadearam manifestações em diversas partes do país.
Na semana passada, o Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou que várias agências federais, incluindo o ICE, estariam presentes nos Jogos Olímpicos com o objetivo de ‘proteger’ os americanos que visitarem o país.
Os manifestantes, em sua maioria estudantes, reuniram-se na Piazzale Leonardo da Vinci, em frente a um prédio da Universidade Politécnica, na zona leste da cidade. Eles utilizaram apitos de plástico, objeto que se tornou símbolo dos atos anti-ICE dos Estados Unidos, e exibiram cartazes com frases como: “Fora ICE” e “ICE deveria estar nas minhas bebidas, não na minha cidade”.
Durante o ato, os estudantes pediram ao vice-presidente norte-americano, J.D. Vance, e ao secretário de Estado, Marco Rubio, que voltasse para suas casas.
Por sua vez, o governo italiano afirmou que a controvérsia é infundada, já que o pessoal do ICE está nas ruas durante as Olimpíadas. Segundo autoridades, apenas agentes da Investigação de Segurança Interna na Itália trabalham nas missões diplomáticas dos Estados Unidos na Itália.
De acordo com o Comitê Olímpico e Paralímpico dos Estados Unidos, nenhum agente do ICE estava fornecendo segurança para a equipe norte-americana.
Já segundo os manifestantes, as Olimpíadas são um desperdício de dinheiro e recursos públicos, enquanto os preços das moradias são inacessíveis e os locais de reunião pública são escassos. Alguns manifestantes também entoaram slogans criticando Israel e expressando apoio aos palestinos.
Além disso, estão previstos para este sábado novos protestos envolvendo grupos ativistas, incluindo organizações pró-Palestina, ambientalistas e estudantes que lutam por moradia acessível.
(*) Com Agência Brasil
























