Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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Em declaração dada nesta sexta-feira (19/12), em uma coletiva de imprensa, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, garantiu que, durante o ano de 2026, “haverá mais governos dispostos a cooperar” com os Estados Unidos.

“A boa notícia é que este novo ano nos trará mais governos no hemisfério dispostos a cooperar, em países como Bolívia e Chile. Obviamente, já temos grandes relações de amizade em lugares como Paraguai e Argentina”, explicou o chefe da diplomacia estadunidense.

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A declaração fez referência à eleição de José Antonio Kast, ultraconservador que assumirá a Presidência do Chile em março do ano que vem, e ao democrata-cristão Rodrigo Paz, que já exerce a Presidência da Bolívia desde novembro – além dos presidentes da Argentina, Javier Milei, e do Paraguai, Santiago Peña, que também são de direita e governam seus respectivos países desde 2023.

Crítica à Colômbia

Em seguida, na mesma entrevista, Rubio falou sobre a Colômbia, lamentando o fato de que, segundo ele, o país seria governado por “uma pessoa incomum”, em referência ao presidente Gustavo Petro.

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Após o comentário, o secretário de Estado ressaltou que “apesar dele (Petro)”, os Estados Unidos “mantêm uma boa relação com as instituições de Segurança e de Defesa” da Colômbia.

Vale lembrar que o mandato de Petro termina em 2026, e que entre maio e junho de 2026 a Colômbia terá eleições presidenciais para escolher o seu sucessor.

Alusão ao México

Rubio também se referiu à relação dos Estados Unidos com o México, elogiando o progresso demonstrado na cooperação com o governo da presidente Claudia Sheinbaum.

Segundo ele, “o governo mexicano está fazendo mais agora na questão da segurança do que nunca em sua história”.

Secretário de Estado norte-americano criticou governos da Colômbia e da Venezuela
Marco Rubio / X

Menção à Venezuela

Na coletiva, Rubio voltou a fazer forte críticas ao governo da Venezuela, por sua suposta “falta de cooperação no combate aos grupos criminosos”.

Curiosamente, desta vez o funcionário norte-americano não tentou ligar Caracas com grupos como Tren de Aragua e Cartel de los Soles – que o governo venezuelano afirma que não existem e sobre os quais a própria Casa Branca evita dar maiores informações – e sim a antigos grupos guerrilheiros colombianos, como as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e o Exército de Liberação Nacional (ELN).

No caso das FARC, organização que foi desativada após o acordo de paz que entrou em vigor na Colômbia em 2016, a referência foi a pequenos grupos de ex-combatentes que não voltaram a pegar em armas após o acordo.

“Organizações de narcotráfico e grupos guerrilheiros operam abertamente e com a cooperação do regime de Maduro para enviar drogas como cocaína aos Estados Unidos, através do Caribe, criando uma situação de segurança muito grave em muitos países, incluindo Trinidad e Tobago e a República Dominicana”, afirmou o secretário de Estado.

Com informações de RT.