Quarta-feira, 5 de agosto de 2026
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A ala democrata do Comitê de Relações Exteriores do Senado dos Estados Unidos denunciou na segunda-feira (27/07) o governo de Donald Trump de “vender teorias conspiratórias” sobre as eleições presidenciais no Brasil. A posição se deu após, no sábado (25/07), o jornal norte-americano The Washington Post revelar uma missão articulada pelo republicano, tendo como objetivo enviar a Brasília dois altos funcionários do Departamento de Estado para questionar a segurança do sistema eleitoral brasileiro.

“Vender conspirações eleitorais não torna os Estados Unidos mais seguros. Isso corrói a confiança em nossa democracia internamente e afasta nossos amigos no exterior”, publicou a conta oficial dos democratas do comitê na plataforma X, gerido pela presidente da ala, a senadora Jeanne Shaheen de New Hampshire.

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Além dela, fazem parte do órgão os senadores Chris Coons, Chris Murphy, Tim Kaine, Jeff Merkley, Cory Booker, Brian Schatz, Chris Van Hollen, Tammy Duckworth e Jacky Rosen.

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A reportagem do Washington Post neste fim de semana informava que o governo Trump planejava enviar ao Brasil, entre 27 e 30 de junho, uma delegação formada por Riley M. Barnes, secretário-assistente de Estado, e Samuel Samson, secretário-adjunto assistente, conhecido por promover a agenda conservadora do presidente republicano em viagens a outros países. 

Segundo o veículo, que além de fontes norte-americanas ouviu as brasileiras, a suspeita era de que a missão visava reunir personagens que já tivessem atacado as urnas eletrônicas do Brasil e, com isso, produzir um relatório que posteriormente fosse usado para deslegitimar o processo eleitoral.

A repercussão levou o Ministério das Relações Exteriores do Brasil a negar a emissão dos vistos diplomáticos para os dois representantes norte-americanos. O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva também reagiu e disse que a sua nação não aceitará quaisquer ingerências estrangeiras no processo eleitoral.

“E que não venha ninguém de fora querer meter o dedo nas nossas eleições. […] Quem quiser de fora se meter nas eleições brasileiras vai apanhar muito aqui nas eleições. Quem vai decidir o destino desse país são 157 milhões de eleitores”, disse o mandatário durante uma agenda em Campinas, no interior de São Paulo.

Em nota oficial, porém, um porta-voz do Departamento de Estado classificou como “mentira sem qualquer fundamento” a interpretação de que a viagem buscava influenciar o pleito brasileiro, e afirmou que se tratava de uma visita previamente organizada.