Segunda-feira, 8 de junho de 2026
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (21/05) que pretende conversar diretamente com o presidente de Taiwan, Lai Ching-te. “Vou falar com ele”, declarou a jornalistas, em Maryland, antes de embarcar no Air Force One.

“Eu falo com todo mundo… Vamos trabalhar nisso, no problema de Taiwan”, acrescentou Trump. A declaração ocorre após a visita do presidente norte-americano a Pequim, na semana passada.

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A soberania sobre Taiwan é considerada uma das linhas vermelhas pelo governo chinês. Durante o encontro, o presidente Xi Jinping disse a Trump que divergências sobre a região poderiam levar as relações entre os dois países a “um lugar muito perigoso”.

Em 2016, ainda como presidente eleito, Trump conversou por telefone com a então presidente taiwanesa Tsai Ing-wen, provocando a apresentação de um protesto formal contra Washington.

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Caso a conversa ocorra, ela será o primeiro contato oficial entre chefes-de-Estado dos Estados Unidos e de Taiwan desde 1979. Na época, Washington transferiu o reconhecimento diplomático oficial de Taipei para Pequim, reconhecendo a política de “Uma Só China”.

Trump afirma que conversará com presidente de Taiwan após visita a Pequim: ‘falo com todo mundo’
Daniel Torok / White House

Reação de Taiwan

O Ministério das Relações Exteriores de Taiwan afirmou, nesta quinta-feira (21/05), que Lai receberia com satisfação uma conversa com Trump. “Além de estar comprometido em manter o status quo estável no Estreito de Taiwan, o presidente Lai também está disposto a discutir esses assuntos com o presidente Trump”, disse a chancelaria, em comunicado.

Na quarta-feira (20/05), o presidente de Taiwan disse que “nenhum país tem o direito de anexar Taiwan” e que “o povo de Taiwan segue um modo de vida democrático e livre”. Ele acrescentou que, caso tenha oportunidade de conversar com Trump, reforçará que Taipei está comprometida em manter o atual equilíbrio no Estreito de Taiwan. Segundo ele, a China estaria desestabilizando a região por meio da expansão militar no Indo-Pacífico.

Trump havia afirmado anteriormente que não decidiu se aprovará a venda de armas à ilha estimada em até US$ 14 bilhões. Com cerca de 23 milhões de habitantes, Taiwan é o quarto maior parceiro comercial dos Estados Unidos, com forte intercâmbio na produção de semicondutores avançados, setor estratégico nas cadeias produtivas de tecnologia.

Até o momento, Pequim não se manifestou sobre a declaração.