Terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
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O recente anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ameaça aumentar as tarifas sobre uma ampla gama de produtos sul-coreanos devido à suposta demora na promulgação do acordo comercial bilateral na Assembleia Nacional, gerou debate entre autoridades governamentais e legisladores nesta terça-feira (27/01) referente à legitimidade das acusações do republicano e ao pacto firmado em 2025.

No dia anterior, o mandatário norte-americano usou suas redes sociais para declarar que a taxa das exportações da Coreia do Sul para os Estados Unidos subiriam de 15% para 25% porque a “Legislatura Coreana não promulgou nosso Histórico Acordo Comercial, que é prerrogativa deles”. Segundo ele, elas atingiriam itens como carros, madeira e produtos farmacêuticos. 

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O projeto de lei em questão foi apresentado menos de duas semanas após os países aliados assinarem um Memorando de Entendimento (MOU, na sigla em inglês) sobre investimento estratégico, em 14 de novembro, após a cúpula da APEC realizada em Gyeongju, província de Gyeongsang do Norte. Segundo a ficha informativa, Seul prometeu a destinação de US$ 350 bilhões (aproximadamente R$ 1,925 trilhão) em investimentos especialmente na área da segurança a Washington que, por sua vez, concordou em reduzir tarifas sobre automóveis sul-coreanos.

Diante do recente anúncio tarifário de Trump, as autoridades sul-coreanas resgataram as cláusulas do MOU, sendo que uma delas diz que os Estados Unidos se comprometeram a reduzir retroativamente as tarifas sobre produtos sul-coreanos de 25% para 15%, a partir do primeiro dia do mês em que o projeto de lei do acordo comercial fosse submetido à Assembleia Nacional.

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Em 26 de novembro, o Partido Democrático da Coreia, sigla governista, apresentou a legislação aos parlamentares, e desde então, Washington passou a aplicar os cortes tarifários conforme estabelecido no pacto. Ou seja, no entendimento sul-coreano, o acordo já estava sendo implementado, mesmo que o projeto não tivesse sido ratificado na Assembleia Nacional.

Encontro bilateral entre presidentes Lee Jae Myung e Donald Trump na Casa Branca, em agosto de 2025
The White House

A Casa Azul reiterou nesta terça-feira não ter sido informada previamente sobre os planos de aumento das tarifas e que continuaria trabalhando para formalizar o acordo bilateral na Assembleia Nacional. “Até o momento, o governo dos Estados Unidos não emitiu nenhuma notificação oficial nem forneceu detalhes sobre a medida”, disse em comunicado a casa presidencial sul-coreana.

Diante da situação, o governo da Coreia do Sul de Lee Jae Myung também anunciou a convocação de uma reunião emergencial de alto nível e que o ministro do Comércio, Kim Jung Kwan, atualmente no Canadá, deverá viajar a Washington para discutir o assunto com o secretário de Comércio norte-americano Howard Lutnick.