Trump anuncia construção de dois navios de guerra: 'os mais rápidos e letais já construídos'
Projeto 'Frota Dourada' é apresentado como tentativa de reavivar indústria naval e reforçar hegemonia militar
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (22/12) a construção de dois novos navios de guerra durante uma cerimônia com altos comandantes militares, realizada em Palm Beach, na Flórida.
O ocupante da Casa Branca garantiu que eles serão “os mais rápidos, maiores e letais já construídos” e que inaugurarão a chamada “Frota Dourada”, um projeto ambicioso destinado à renovação da Marinha dos EUA.
Em seu estilo bombástico, Trump disse que os couraçados pertencerão a uma nova classe – a ‘classe Trump – e que serão “100 vezes mais poderosos” do que qualquer navio anterior. O primeiro será chamado de USS Defiant e, segundo o presidente norte-americano, a construção começará “quase imediatamente” com um período estimado de dois anos e meio. O plano prevê expandir a frota para entre 20 e 25 unidades.
Trump justificou a iniciativa como uma necessidade de substituir navios “velhos, desgastados e obsoletos”, insistindo que os Estados Unidos precisam “urgentemente” de novas unidades para manter sua supremacia naval mundial.
A ameaça da “paz pela força”
Sob o slogan “paz pela força”, Trump garantiu que os navios não são direcionados contra um país específico, embora tenha reconhecido que eles representam uma resposta “ao mundo inteiro.”
No entanto, o anúncio não se limitou a questões técnicas ou industriais. O líder de Washington aproveitou a oportunidade para lançar ameaças diretas contra Venezuela e Colômbia.
Em meio a tensões no Caribe, Trump insistiu que suas ações poderiam continuar “no terreno”, protegendo-se por sua suposta luta contra as drogas.

Trump anuncia construção de navios de guerra: ‘os mais rápidos e letais já construídos’
@WhiteHouse / X
Embora tenha deixado claro recentemente que as ações no Caribe têm um interesse energético, Trump se dirigiu ao presidente venezuelano Nicolás Maduro em tom ameaçador, insistindo que ele renunciasse ao cargo e entregasse os recursos que Washington exige.
Ao mesmo tempo, atacou o presidente colombiano Gustavo Petro, acusando-o de participar do tráfico internacional de drogas e de ser “um vilão”.
Sem qualquer evidência, o presidente norte-americano assegurou que existem “pelo menos três fábricas de cocaína” no país sul-americano e exigiu seu fechamento imediato. As declarações agressivas aprofundam o atrito com Bogotá e refletem a estratégia dos EUA de pressionar governos que não se alinham com seus interesses.
Ataques
A operação militar dos Estados Unidos teve consequências fatais. Mais de 100 pessoas foram mortas em atentados a pequenos barcos nas águas do Caribe e do Pacífico, sem que Washington tenha comprovado ligações com atividades ilícitas.
Para a Venezuela, esses são atos de pirataria e agressão que buscam justificar a apreensão de petroleiros e o saque de recursos energéticos.
O projeto “Frota Dourada” é apresentado como uma tentativa de reviver a indústria naval nacional e reforçar a hegemonia militar dos Estados Unidos. Além da retórica da “paz pela força”, o desdobramento naval e as ameaças contra países latino-americanos são denunciadas como uma política de intimidação e de controle sobre a região.
Neste cenário, os Estados Unidos enfrentam o desafio de responder a uma estratégia que combina pressão econômica, apropriação de recursos e demonstrações de força militar com ações de baixa moralidade.























