Sábado, 24 de janeiro de 2026
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Em meio às ameaças dos EUA de assumir o controle da ilha ártica, o presidente Donald Trump afirmou neste sábado (17/01) que irá impor tarifas de 10% aos países da OTAN – incluindo o Reino Unido, a França e a Alemanha – que enviaram tropas para a Groenlândia.

Numa longa publicação no Truth Social, ele questionou: “Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia viajaram para a Groenlândia, com propósitos desconhecidos”, acrescentando, de forma alarmista: “Esta é uma situação muito perigosa para a segurança e sobrevivência do nosso planeta”.

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Trump anunciou que tarifas de 10% serão impostas a todos os produtos que esses países exportam para os EUA a partir de 1º de fevereiro, subindo para 25% em 1º de junho. Ele deixou claro o motivo da chantagem: “Esta tarifa será devida e pagável até que seja alcançado um acordo para a compra completa e total da Groenlândia”.

Trump reiterou seu alerta de que “a China e a Rússia querem a Groenlândia”, dizendo que “a Dinamarca não pode fazer nada a respeito” e menosprezando a soberania do aliado.

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Em resposta, os líderes da UE alertaram Trump de que “as tarifas prejudicariam as relações transatlânticas e poderiam desencadear uma espiral descendente perigosa” na crescente crise em torno da Groenlândia.

“Temos reiterado nosso interesse transatlântico comum na paz e segurança no Ártico, inclusive através da OTAN”, diz o comunicado. “O exercício dinamarquês, pré-coordenado e realizado com aliados, atende à necessidade de reforçar a segurança na região e não representa qualquer ameaça”.

Em uma declaração conjunta emitida no Paraguai, onde assinaram o histórico acordo comercial do Mercosul, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reforçaram vigorosamente os argumentos sobre a soberania da Groenlândia.

“A UE manifesta total solidariedade à Dinamarca e ao povo da Groenlândia. O diálogo continua a ser essencial e estamos empenhados em dar continuidade ao processo iniciado na semana passada entre o Reino da Dinamarca e os EUA”, acrescentaram.

Liam Byrne, presidente da comissão de negócios e comércio da Câmara dos Comuns britânica, acusou Trump de praticar “política de pressão” e alertou que o uso de “tarifas para punir aliados por decisões de segurança legítimas cria um precedente perigoso”. Ele instou o Reino Unido a “unir-se aos seus aliados para forçar uma reconsideração – com calma e coletivamente – mas com consequências”.

A medida representa mais uma escalada na política externa agressiva e unilateral de Trump.