Domingo, 29 de março de 2026
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (22/03) que agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) irão atuar nos aeroportos do país a partir do dia seguinte. “Na segunda-feira (23/03), o ICE irá aos aeroportos para ajudar nossos maravilhosos agentes da TSA que permaneceram no trabalho”, escreveu na plataforma Truth Social.

No dia anterior, o republicano havia ameaçado enviar as forças caso os democratas não aprovassem a dotação orçamentária da Administração de Segurança no Transporte (TSA), cujos funcionários estão sem receber desde fevereiro em meio a uma paralisação parcial por parte dos democratas, o chamado “shutdown”, contra a política anti-imigração do presidente.

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“Se os democratas da esquerda radical não assinarem imediatamente um acordo para que nosso país, em particular nossos aeroportos, voltem a ser livres e seguros, transferirei nossos brilhantes e patrióticos agentes do ICE para os aeroportos, onde eles se encarregarão da segurança como ninguém jamais viu”, ameaçou Trump no sábado (21/03), após a quinta rejeição do Senado ao financiamento do qual dependem a TSA e as agências migratórias.

 

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Daniel Torok/The White House

O boicote do pagamento de salários dos trabalhadores da TSA provocou demissões e pedidos de licença para se ausentar no serviço. Como consequência do atraso das verbas, os aeroportos norte-americanos ficaram com filas enormes nas últimas semanas. Já aqueles que seguem trabalhando, cujas funções são consideradas essenciais, não recebem salário pelo serviço prestado.

Os democratas se recusaram a financiar o Departamento de Segurança Interna, do qual depende a TSA, em janeiro, em protesto aos dois cidadãos de Minneapolis, Renée Good e Alex Pretti, que foram assassinados pelos agentes federais no contexto das operações anti-imigração ordenadas pelo governo Trump. O partido exige, nesse sentido, mudanças práticas no ICE, entre elas que os agentes recebam um mandado judicial antes inspecionar residências, além do uso de dados de identificação em seus uniformes e proibição de máscaras para a sua atuação.