Em mensagem difundida nesta quinta-feira (03/09), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse pedirá às nações europeias que reembolsassem os Estados Unidos pela ajuda militar e pelas munições enviadas à Ucrânia durante a guerra contra a Rússia
A medida seria um aprofundamento de uma política instituída em 2025 na qual os Estados Unidos, através da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), exigem dos países europeus que paguem pela ajuda militar enviada a Kiev desde o início do segundo mandato de Trump.
A novidade nesta nova medida é que, se implementada, significa que os países da Europa terão que ressarcir Washington, também, pelos recursos financeiros e militares enviados durante o governo de Joe Biden (2021-2025).
“Centenas de bilhões de dólares foram entregues gratuitamente à Ucrânia e à OTAN, valores que a Europa teria pago se isso tivesse sido solicitado, mas nós queremos esse dinheiro de volta, mesmo que com algum atraso”, explicou Trump.

Na declaração, feita através das redes sociais, Trump também criticou as notícias veiculadas em alguns jornais norte-americanos afirmando que os estoques de munição dos Estados Unidos estariam bastante reduzidos em meio à guerra no Irã.
A crítica se baseia em reportagens de veículos como o The Washington Post mostrando que Exército dos Estados Unidos teria utilizado grande parte de seu estoque de mísseis de longo alcance de alta precisão durante a guerra contra Teerã.
Entre os indícios usados para sustentar a informação de crise nos estoques de mísseis e munições estariam, além dos dados entregues por fontes internas da administração norte-americana, os informes mostrando que os Estados Unidos teriam interrompido a venda desses itens militares a países aliados.
“Estamos produzindo cada vez mais (mísseis e munições) e ficando com esse arsenal, não vendendo para outros, e as vendas para aliados começarão novamente em breve”, argumentou Trump.