Sábado, 15 de agosto de 2026
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na segunda-feira (20/07) que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, “não será preso de forma alguma” durante sua permanência em território norte-americano.

A declaração é uma reação à ameaça do prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, que afirmou, no último sábado (18/07), que vem estudando meios de prender Netanyahu.

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“O primeiro-ministro Netanyahu não será preso de forma alguma, enquanto estiver nos Estados Unidos da América”, escreveu Trump na sua rede Truth Social. Segundo ele, o líder israelense “está lutando contra a República Islâmica do Irã, que recentemente matou 52 mil manifestantes inocentes e passou os últimos 47 anos matando soldados norte-americanos e outros”.

“Os únicos que deveriam ser presos são as pessoas que levaram o Irã a essa espiral sem precedentes de morte e destruição, algo que deveria ter sido resolvido anos atrás por presidentes anteriores”, acrescentou.

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Trump diz que Netanyahu ‘não será preso de forma alguma’ após ameaça de Mamdani
White House / Flickr

Declarações

Em entrevista ao New York Times, em que comenta as vitórias socialistas nas primárias democratas, o prefeito novaiorquino, primeiro muçulmano a governar a cidade, afirmou que o líder israelense é “um criminoso de guerra” que “pertence à Haia”, referindo-se ao mandado de prisão expedido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) contra o premiê israelense, em 2024.

Netanyahu e o então ministro da Defesa de Israel Yoav Gallant são alvos de mandados de prisão do TPI por crimes de guerra e crimes contra a humanidade relacionados às violações cometidas contra a população palestina na Faixa de Gaza.

“Seja lá o que a lei me permitir em Nova York, é isso que faremos, mas não vamos escrever nossas próprias leis para esse fim”, disse Mamdani, reconhecendo que os Estados Unidos não são parte do Estatuto de Roma, tratado que criou o Tribunal Penal Internacional.

Desde 2002, a Lei de Proteção aos Membros das Forças Armadas Americanas proíbe autoridades federais, estaduais e municipais de cooperarem com o tribunal.

O gabinete de Netanyahu reagiu às declarações no dia seguinte, afirmando que, em vez de tentar executar um mandado de prisão, o prefeito novaiorquino “deveria focar em consertar os danos causados por suas políticas a Nova York”.