Sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
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Após as contundentes críticas feitas pelo primeiro-ministro canadense, Mark Carney, em seu discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retirou o convite para que o Canadá integre o chamado “Conselho de Paz”, voltado à reconstrução da Faixa de Gaza, após o genocídio perpetrado por Israel no território.

Sem dar qualquer explicação, Trump postou em sua Truth Social, nesta quinta-feira (22/01), a mensagem enviada ao premiê canadense: “que esta carta sirva para comunicar que o Conselho de Paz está retirando o convite feito ao senhor para que o Canadá se junte, em qualquer momento, ao que será o mais prestigioso Conselho de Líderes já reunido”.

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Durante seu discurso na terça-feira (20/01), Carney fez uma categórica defesa do multilateralismo e, sem citar diretamente o presidente dos Estados Unidos, mandou várias indiretas para a Casa Branca. Ele afirmou que o mundo está “no meio de uma ruptura”, pedindo união dos países contra a coerção das grandes potências e advertindo-os: ‘quem não está à mesa, está no cardápio’.

Trump retira convite a premiê do Canadá para ‘Conselho da Paz’
Gabriel B Kotico / Flickr The White House

O premiê canadense advertiu que a antiga internacional baseada em regras chegou ao fim e instou, qualificando o estado atual das relações internacionais como um “sistema de crescente rivalidade entre grandes potências”.

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Sem citar Washington, ele acusou “as grandes potências” de “usar a integração econômica como arma, as tarifas como instrumento de pressão, a infraestrutura financeira como forma de coerção e as cadeias de suprimentos como vulnerabilidades a serem exploradas”.

No dia seguinte ao discurso do premiê canadense, aplaudido de pé em Davos, o presidente norte-americano se manifestou. “Eles deveriam ser gratos a nós. O Canadá vive graças aos Estados Unidos. Lembre-se disso, Mark, na próxima vez que fizer suas declarações”, disse, contrariado.

Até agora, apenas 23 países, entre as 60 nações convidadas, assinaram sua adesão à iniciativa, oficializada por Trump, nesta quinta-feira (22/01), durante o Fórum Econômico Mundial.