Segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (25/01) estar aberto à possibilidade de retirar os agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) de Minneapolis, embora não tenha indicado um prazo para a eventual saída.

A declaração foi feita durante uma entrevista por telefone ao The Wall Street Journal após as mortes de dois cidadãos norte-americanos por agentes federais em Minneapolis.

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“Em algum momento, nós iremos embora. Já fizemos isso, eles fizeram um trabalho fenomenal”, afirmou o republicano.

De acordo com o mandatário norte-americano, a intensificação da fiscalização migratória em Minnesota foi motivada por um suposto “escândalo generalizado” de fraude em programas de assistência social, envolvendo comunidades de imigrantes somalis.

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Durante a entrevista, Trump também comentou o caso do homem morto a tiros por um agente federal durante protestos no último fim de semana. Alex Jeffrey Pretti, de 37 anos, morreu durante uma operação de imigração em Minneapolis, no sábado (24/01).

O líder norte-americano evitou dizer diretamente, quando questionado duas vezes, se a ação do agente foi correta e afirmou que o governo ainda está investigando o episódio: “estamos analisando tudo e avaliando, e tomaremos uma decisão sobre isso”.

Embora tenha evitado um julgamento direto, Trump criticou a vítima, Alex Pretti, por supostamente portar uma arma durante o protesto – apesar de haver imagens em vídeo feitas durante o ataque mostrando que ele estaria desarmado.

Conversa com o governador de Minnesota

Além disso, nesta segunda (26/01), Trump conversou por telefone com o governador de Minnesota, Tim Walz, sobre os recentes acontecimentos em Minneapolis. O republicano acrescentou que a ligação foi “muito boa”.

De acordo com o mandatário, o democrata pediu que os dois pudessem “trabalhar juntos” para conter a crise desencadeada por agentes do ICE, que assassinaram duas pessoas em janeiro durante as suas operações.

Trump afirmou em em suas redes sociais que a “ligação foi muito boa”, e disse a Walz que Tom Homan ligaria para ele e que quer todos os criminosos sob custódia. Com todo o respeito, o governador entendeu. A criminalidade também diminuiu em Minnesota, mas tanto o governador Walz quanto eu ainda queremos melhorar”.

A procuradora-geral Pam Bondi, por sua vez, enviou nos últimos dias uma carta ao governador de Minnesota, instando-o a revogar as políticas de asilo e permitir que a Divisão de Direitos Civis do Departamento de Justiça tenha acesso aos registros eleitorais do estado.

(*) Com Ansa