Terça-feira, 27 de janeiro de 2026
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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, elogiou nesta terça-feira (20/01) o acordo de livre comércio firmado com o Mercosul como uma resposta “poderosa” às recentes ameaças tarifárias impostas pelo mandatário norte-americano Donald Trump, durante seu discurso no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.

A declaração chega no auge da tensão entre União Europeia e Estados Unidos por conta das investidas do republicano para anexar a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, país-membro da União Europeia.

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“A assinatura do acordo com o Mercosul é um marco após 25 anos de negociações e envia uma mensagem poderosa ao mundo: escolhemos o comércio equilibrado em vez das tarifas, a parceria em vez do isolamento, a sustentabilidade em vez da exploração”, afirmou Von der Leyen.

“Demonstramos que estamos agindo de forma séria para reduzir os riscos às nossas economias e diversificar as cadeias de abastecimento”, acrescentou, destacando que Bruxelas já trabalha em acordos comerciais com Austrália e Índia e também quer acelerar negociações com Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Malásia e Tailândia.

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X/@vonderleyen

Em seu discurso, Von der Leyen disse que o atual cenário geopolítico é uma “oportunidade para construir uma nova forma de independência europeia”. Além disso, prometeu um “pacote de medidas para a segurança no Ártico”, ressaltando que a “soberania e integridade da Dinamarca e da Groenlândia são inegociáveis”, e criticou as tarifas de Trump anunciadas contra países europeus que mandaram militares para a ilha no Ártico.

No sábado (17/01), o republicano divulgou que aplicará uma tarifa de 10% a oito membros do bloco europeu a partir de 1º de fevereiro de 2026. Pela plataforma Truth Social, o mandatário citou Dinamarca, Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Suécia, Finlândia e Holanda.

“As tarifas adicionais são um erro, sobretudo entre aliados de longa data. A União Europeia e os Estados Unidos alcançaram um acordo comercial em julho passado e, na política, assim como nos negócios, um acordo é um acordo. E quando amigos apertam as mãos, deve significar alguma coisa”, declarou, sem citar explicitamente Trump.

(*) Com Ansa