Segunda-feira, 30 de março de 2026
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A Comissão Europeia anunciou nesta segunda-feira (23/03) que o acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul entrará em vigor, de forma provisória, em 1º de maio. Trata-se de um passo histórico após mais de 25 anos de negociações entre os blocos.

“A aplicação provisória garante a eliminação de tarifas sobre determinados produtos desde o primeiro dia, criando regras previsíveis para o comércio e o investimento”, declarou o órgão. De acordo com o comissário europeu de Comércio, Maros Sefcovic, a medida representa “um avanço importante” para provar a credibilidade do bloco como parceiro comercial.

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O anúncio da Comissão Europeia ocorre enquanto o Parlamento Europeu aguarda uma decisão do Tribunal de Justiça do bloco dentro de um ano e meio, após congressistas terem solicitado uma revisão judicial sobre a legalidade do acordo, que é alvo de críticas por parte do setor agrícola francês. 

De acordo com Bruxelas, os países sul-americanos já foram formalmente notificados sobre o instrumento necessário para iniciar a aplicação provisória do tratado, assinado em janeiro passado. A etapa processual final foi concluída com o envio de uma nota verbal ao Paraguai, que atua como guardião legal dos tratados do Mercosul.

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A aplicação ocorrerá entre a UE e os países do Mercosul que concluírem seus processos de ratificação e notificarem a sua adesão até o fim de março. Até o momento, Brasil, Argentina e Uruguai já cumpriram essas etapas, enquanto o Paraguai, que ratificou o tratado, deve formalizar sua notificação nos próximos dias.

“As empresas, os consumidores e os agricultores da UE poderão, portanto, começar a se beneficiar imediatamente do acordo, enquanto os setores sensíveis da economia do bloco estarão totalmente protegidos por salvaguardas robustas”, enfatizou a Comissão Europeia.

Segundo ela, o acordo deve reforçar a cooperação entre a UE e o Mercosul em questões globais, como direitos trabalhistas e mudanças climáticas, além de contribuir para cadeias de abastecimento mais resilientes, em especial no fornecimento de matérias-primas críticas.

O acordo comercial entre a UE e o Mercosul estabelece umas das maiores zonas de livre comércio do mundo, reunindo cerca de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) global e mais de 700 milhões de consumidores. Além disso, prevê a redução gradual de tarifas de importação sobre produtos industriais e agropecuários.

(*) Com Ansa