Domingo, 28 de junho de 2026
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Milhares de pessoas marcharam pela capital da Albânia na noite de sábado (20/06), em uma das maiores manifestações contra um projeto de hotel de luxo ligado a Ivanka Trump e seu marido, Jared Kushner.

Os manifestantes, entoando slogans como “Rama, vá embora!”, exigiram a renúncia do primeiro-ministro albanês, Edi Rama, acusando-o de corrupção e falta de transparência.

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Os protestos, que se repetem todas as noites desde o final de maio, opõem-se à construção de um complexo turístico na Lagoa de Narta, uma importante reserva natural para a reprodução de aves migratórias como os flamingos-cor-de-rosa, e na ilha desabitada de Sazan. Os ativistas acreditam que o projeto ameaça um ecossistema sensível do país e também têm levantado preocupações sobre os direitos de propriedade da terra.

“Não somos contra o desenvolvimento do país, somos contra a arrogância e a falta de transparência em projetos que afetam nossas vidas ”, declarou um dos manifestantes, estudante da Faculdade de Ciências.

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A mobilização também atraiu membros da diáspora albanesa, que projetaram mensagens como “A Albânia não está à venda” em prédios do governo. Apesar dessa pressão pública, Rama se recusou a renunciar, defendendo o histórico ambiental de seu governo e atribuindo os protestos a “ciberativistas maliciosos” e até mesmo a supostos ataques do Irã.

Durante a marcha, o biólogo Olsi Nika enfatizou que a paisagem de Vjosa-Narta é um dos ecossistemas mais valiosos do país, cuja importância transcende as fronteiras nacionais. Este conflito reflete a crescente frustração pública com a gestão dos recursos naturais e a percepção de interferência estrangeira na política local , enquanto o governo mantém sua posição de não recuar no acordo comercial com a família do presidente dos EUA, Donald Trump.

Os manifestantes acreditam que este hotel serviria apenas aos interesses pessoais da família Trump, sem contribuir para a comunidade local. Isso gerou preocupações na região, com alguns países europeus temendo que o acordo possa comprometer a integração do país à União Europeia, caso não cumpra a legislação ambiental europeia.